'Zeca Pagodinho - Uma história de amor ao samba' chega ao Recife para três sessões

De Xerém para o mundo, peça leva trajetória do artista ao teatro

Herói do subúrbio carioca, Zeca é ainda mais amado pelos brasileiros por ter mantido a humildade, mesmo depois da famaHerói do subúrbio carioca, Zeca é ainda mais amado pelos brasileiros por ter mantido a humildade, mesmo depois da fama - Foto: Victoria Dannemann/Divulgação

Zeca Pagodinho deve desembarcar na capital pernambucana no dia 7 de abril, para um aguardado show ao lado da cantora Maria Bethânia. Enquanto esperam a chegada do sambista em carne e osso, os recifenses podem conferir sua trajetória encenada no palco por atores. Após estreia no Rio de Janeiro, o espetáculo musical "Zeca Pagodinho - Uma história de amor ao samba" ganha três sessões no Teatro RioMar, no Pina, no sábado, às 21h30, e no domingo, às 17h e 20h.

O músico reconhecido por canções como "Deixa a vida me levar" e "Quando a gira girou", cujo nome de batismo é Jessé Gomes da Silva Filho, tem sua trajetória contada em dois atos. No primeiro, ele é interpretado pelo jovem ator Peter Brandão. No segundo, quem assume a tarefa é Gustavo Gasparani, que também assina texto e direção.

"Eu comecei a estudar a obra do Zeca pensando em escrever um musical. Já havia desistido da ideia quando a produtora Victoria Dannemann me ligou, em 2012, me convidado para fazer a peça. Foi uma feliz coincidência", diz o dramaturgo.

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Embora trate de um personagem real, o espetáculo não deixa de usar da liberdade teatral para criar momentos de pura poesia, sem compromisso com a exatidão dos fatos. "Não queria fazer a biografia pela biografia, mas sim outro formato. A ideia era tratar o Zeca como um herói do subúrbio carioca, um brasileiro que deu certo e merece receber todas as homenagens", afirma.

A música tem lugar de destaque na encenação, cuja trilha sonora é executada por quatro músicos, um regente e 13 atores. Um dos destaques do elenco, na pele do par romântico do protagonista, é Bia Rabello, filha do cantor e compositor Paulinho da Viola.

Segundo Gustavo, Zeca acompanhou de perto o processo de construção da obra. "Mostrei o texto a ele, que fez pequenas considerações. Também assistiu ao ensaio geral e a quatro apresentações da temporada no Rio. Sempre que aparecia numa sessão, a gente o fazia subir ao palco para uma brincadeira", conta.

A convivência com o músico também foi fundamental para o ator achar o tom certo de sua interpretação. "Não tentei nunca imitá-lo. Fui buscar uma composição física e, sobretudo, um estado de espírito que lembrasse o dele. Faço o período adulto, quando ele já havia alcançado a fama. Uma característica que todos apontam é que ele não perdeu a humildade, mesmo depois do sucesso. Continua o mesmo cara que ama roda de samba e apresentou Xerém para o mundo", defende.

Com 35 anos de carreira, Gustavo chega a se surpreender com o alcance que a peça obteve desde a sua estreia, em setembro do ano passado. "Por mais que a gente retrate a sonoridade do Rio de Janeiro, a história fala com todo o Brasil. É muito bonito ver a interação do público. As pessoas participam, cantam todas as músicas. É uma prova de como o Zeca Pagodinho é amado pelos brasileiros", aponta.

Serviço
"Zeca Pagodinho - Uma história de amor ao samba"
Quando: sábado, às 21h30, e domingo, às 17h e 20h
Onde: Teatro RioMar (Shopping RioMar - Av. República do Líbano, 251, Pina)
Quanto: R$ 80 (balcão), R$ 120 (plateia alta) e R$ 150 (plateia baixa)
Informações: 4003-1212

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