Filme "Tal mãe, tal filha", com Juliette Binoche
Filme "Tal mãe, tal filha", com Juliette BinocheFoto: California Filmes/Divulgação

O Festival Varilux de Cinema Francês segue como uma ponte para o público conhecer melhor a vasta cinematografia contemporânea do país europeu. O evento, que no Recife começa amanhã e segue até o dia 21 de junho, chega nesta edição a 55 cidades, com uma programação composta por 19 filmes.

Em Pernambuco, a programação estará disponível em cinco cinemas: São Luiz, Cinemark Shopping RioMar, Cinema do Museu (Fundação Joaquim Nabuco), Moviemax Rosa e Silva e Cinépolis Guararapes. E ainda no Cine Theatro Guarany, em Triunfo, a partir de 9 de junho.

"Tentamos trazer filmes bem falados pela imprensa e pelo público", diz Christian Boudier, diretor do Festival Varilux de Cinema Francês, ao comentar a programação do evento.

"Outra guia é a diversidade, filmes de todos os gêneros. Filmes autorais, que são a marca do nosso cinema, mas também comédias, filmes para crianças, documentários e clássicos. Obras selecionadas em grandes festivais, como Cannes, Berlim, Veneza. Conseguimos manter essa proposta e estamos felizes", ressalta Christian, destacando a parceria com distribuidoras brasileiras dos filmes selecionados.

Esta edição do Varilux reforça o amadurecimento do festival, que além de crescer em quantidade de cidades e salas de cinema, trouxe também filmes recentes - como “Rodin”, sobre o escultor francês, projetado na última edição de Cannes.

"Quando se produz um evento no Brasil, tem que convencer parceiros, tem que lidar com empresas, mostrar que o evento funciona. Essa pressão é, às vezes, dura. Aumentamos o número de cidades porque sabemos que o público responde. Fizemos força para chegar a mais lugares e o público continuou respondendo. Isso é fantástico", ressalta o diretor.

"Também conseguimos chegar a mais cinemas. Inicialmente eram apenas salas independentes e cinemas de rua, mas cada vez mais os cinemas de shoppings estão presentes no festival, porque veem os resultados dos anos anteriores e acham que vale a pena, acham que é uma proposta legal para o público deles”, diz Boudier.

“Esse ano se a gente mantiver esse crescimento o festival poderia se tornar o mais importante de cinema francês do mundo. Hoje, oficialmente, em termos de público, é o da Austrália. Vamos ver se conseguimos superar”, destaca.

Nouvelle Vague

Esta edição do Varilux vem carregada de rostos facilmente reconhecíveis para os espectadores que admiram o cinema francês. “Neste ano estamos chegando com quase todos os grandes nomes do cinema francês: Catherine Deneuve, Juliette Binoche, Gérard Depardieu”, lista Christian.

“Vamos exibir o último filme de Emmanuelle Riva, referência da Nouvelle Vague, atriz de 'Hiroshima mon amour'. Ela morreu e vamos celebrar a memória dessa grande figura do cinema francês com 'Perdidos em Paris'”, ressalta.

Entre as características que ligam os filmes da programação parece estar o amor; longas que emocionam através de histórias que contam feitos individuais.

“Uma unidade temática que diria é que não teve tantos filmes com propostas sociais e políticas, como às vezes ocorre no cinema francês. Talvez os diretores quisessem fugir dessas difíceis situações que a Europa está enfrentando e oferecer propostas mais intimistas”, explica Boudier.

“A maioria dos filmes é sobre histórias individuais. Um filme político e social é o com Gérard Depardieu, 'Tour de France', um diálogo com a França reacionária, da extrema direita. Entre as temáticas, o amor está em todos os filmes. O amor romanesco, grandes histórias de amor, como 'Um instante de amor', com Marion Cotillard, e 'A vida de uma mulher', uma adaptação de um famoso romance francês.

Há também filmes sobre a velhice, como 'Rock’n roll - Por trás da fama', também com Marion, que fala sobre aceitar ou não envelhecer, uma proposta engraçada”, detalha.

Novidade

Uma das novidades do festival é uma mostra de realidade virtual - disponível apenas para cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo. "Serão oito filmes de realidade virtual. Tudo de novo que trazemos de forma mais modesta e experimental acaba restrito, mas esperamos ano que vem levar para outras cidades", afirma.

"Serão filmes de 15 ou 20 minutos, com exibição gratuita. É uma pena não levar para cidades como o Recife, mas ano que vem com certeza vamos fazer isso", diz Boudier.

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