Rodrigo Lombardi contracena com o ex-BBB Kaysar Dadour
Rodrigo Lombardi contracena com o ex-BBB Kaysar DadourFoto: Divulgação

Depois de duas temporadas na TV, “Carcereiros”, agora, chega ao cinema. Sob direção de José Eduardo Belmonte, o longa-metragem estreia hoje no circuito exibidor nacional. Baseados no livro homônimo de Drauzio Varella, filme e série retratam a realidade do sistema carcerário brasileiro, a partir da rotina de quem trabalha nas prisões.

O ator Rodrigo Lombardi retorna ao papel de Adriano, agente penitenciário apaziguador e avesso à violência. No filme, ele precisa lidar com a situação mais perigosa de toda a sua carreira. A chegada de Abdel (Kaysar Dadour), um perigoso terrorista internacional, aumenta o clima de tensão dentro do presídio, que já vive dias de terror com a disputa entre duas facções criminosas. Adriano tenta manter a calma entre os detentos, até a prisão ser invadida por homens fortemente armados e tudo sair do controle.

Uma das preocupações dos roteiristas foi garantir que a trama fosse compreendida não apenas por aqueles que acompanham o seriado na Globo. “A gente precisava de uma história que tivesse começo, meio e fim, com arco dramático independente da série”, comenta Marcelo Starobinas, que divide o roteiro da obra com Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho. Sem a necessidade de se aprofundar nos dilemas pessoais e familiares do protagonista, o longa pôde focar na ação.

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Os atores tiveram apenas dois encontros prévios e todas as cenas foram gravadas em três semanas, em um edifício que serviu de presídio cenográfico, na Zona Leste de São Paulo. Para Rainer Cadete, que vive o líder de facção criminosa Príncipe, o desafio foi interpretar o personagem da forma mais verdadeira possível. “Eu já fiz muitos policiais, mas essa é a minha primeira oportunidade de viver um bandido. Fui lá para o subúrbio de Brasília e pensei como seria se eu não tivesse ido para a aula de teatro. Talvez, eu tivesse me envolvido com a criminalidade, assim como muitos dos meus colegas de infância”, explica o ator.



O ambiente em “Carcereiros” funciona como um reflexo do Brasil. Desigualdade entre classes sociais, disputas entre organizações criminosas e a forte influência da fé são temas externos que também ecoam dentro das celas de um presídio. “Além de fazer um filme de muita qualidade no sentido de entretenimento, a gente consegue jogar luz sobre o sistema penitenciário, que merece ser mais debatido”, explica Rainer.

Segundo Marcelo Starobinas, o livro de Drauzio Varella, publicado em 2012, serviu de pilar para o filme e a série no que diz respeito à “sociologia da cadeia”. “Embora as histórias que a gente retrata não tenham vindo diretamente de lá, o texto revela todo um mosaico de problemas que os carcereiros vivem, andando sempre na corda bamba entre o Estado e o crime. Mesmo fazendo pesquisas, nós que fazemos o roteiro nunca teremos o conhecimento de alguém como o Drauzio, que passou anos e anos como médico dentro das prisões”, afirma.

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