"Bacurau" é uma das opções
"Bacurau" é uma das opçõesFoto: Victor Jucá/Divulgação

Celeiro de literatura, música, cinema e arte de todos os tipos, Pernambuco vê, há muito, florescerem talentos das mais diversas expressões culturais. No cinema, especificamente, o Estado tem colhido glórias que se justificam quando volta o olhar para trás. O que é aplaudido hoje começou ainda nos anos 1920, com o conhecido Ciclo do Recife, com nomes como Ary Severo e Edson Chagas. Passando, depois, nos anos 1970 e 1980, pelo Movimento Super-8, protagonizado, entre outros nomes, por Fernando Spencer. Hoje, naturalmente, são outras estrelas que brilham.

Nos últimos anos, o público viu o cinema pernambucano ser elevado a um patamar de reconhecimento internacional. Tivemos, em 2016 e em 2019, representantes pernambucanos no Festival de Cannes, um dos mais importantes do cinema mundial. Os dois filmes, "Aquarius" e "Bacurau", este último reconhecido com o Prêmio do Júri, são do mesmo cineasta, Kleber Mendonça Filho, que dividiu a direção, no segundo, com o também pernambucano Juliano Dornelles.


Os dois trabalhos estão disponíveis no Telecine Play (www.telecineplay.com.br), que oferece a opção do público "experimentar" gratuitamente por 30 dias. "Aquarius" também está no cardápio da Netflix para assinantes; e "Bacurau", no Net Now, para clientes Net-Claro. Em "Aquarius", Sônia Braga vive uma jornalista aposentada que faz de tudo para defender o apartamento onde viveu a vida toda. Ela precisa lidar com o assédio de uma construtora que quer, a todo custo, comprar o imóvel para derrubar o prédio. Já "Bacurau" gira em torno de uma cidade que sumiu do mapa e está sob ataque. Kleber ainda tem outro filme disponível na Netflix, "O Som ao Redor" (2012). Ainda é possível encontrar vários outros filmes de nomes fortes do cinema contemporâneo de Pernambuco nas plataformas de streaming e acervos on-line. Separamos opções para você assistir durante este período de isolamento. Confira os trabalhos e suas sinopses oficiais:


"Estou me guardando para quando o Carnaval chegar", de Marcelo Gomes - Netflix (www.netflix.com)

Na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidos anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga, eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.


"Amores de Chumbo", de Tuca Siqueira - Now (www.nowonline.com.br)


Misterioso triângulo amoroso do passado ressurge anos depois. Miguel e Lúcia estão prestes a comemorar seu aniversário de 40 anos de casamento, mas a chegada de Maria Eugênia acaba atrapalhando os planos do casal, já que, junto com seu retorno, voltam também as memórias dos amores vividos entre Miguel e Maria durante os horrores dos anos de chumbo, período da ditadura militar no Brasil.


"A História da Eternidade", de Camilo Cavalcante - Now (www.nowonline.com.br)

No sertão, várias pessoas de diferentes idades compartilham sobrenome e muitos sentimentos. Cada qual à sua maneira, eles amam e desejam ardentemente.


"Rio Doce CDU", de Adelina Pontual - Cinemateca Pernambucana (www.cinematecapernambucana.com.br)

O documentário retrata de maneira pouco convencional o percurso de uma linha de ônibus urbana, a mesma que intitula o filme. A viagem revela o cotidiano de pessoas comuns com suas histórias, bem como, as transformações sofridas no trajeto.


"Açúcar", de Sérgio Oliveira - Now (www.nowonline.com.br)

Betânia é a herdeira de um engenho em estado de fogo morto, prestes a se transformar em ruínas. Ela resiste em vender o engenho, enquanto tenta reerguer a própria vida.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: