Grupo AfroBrasil é uma das atrações da mostra
Grupo AfroBrasil é uma das atrações da mostraFoto: Divulgação

Segundo quilombo reconhecido no Brasil, o Curiaú insiste em preservar suas tradições culturais, mantendo viva a história dos seus antepassados. A comunidade fica a mais de dois mil quilômetros do Recife, em Macapá, capital do estado do Amapá, onde só é possível chegar por meio de barco ou avião. Desta quarta-feira (6) até sábado (9), no entanto, será possível encurtar essa distância. É que durante esses quatro dias a Caixa Cultural, no bairro do Recife, recebe o projeto “Preces, Louvores e Batuques do Quilombo do Curiaú”, mostra de conteúdos artísticos e culturais produzidos por amapaenses.

A capital pernambucana é a primeira cidade a receber o projeto, que depois seguirá para Rio de Janeiro e Fortaleza. A programação conta com quatro shows diferentes, duas oficinas de percussão gratuitas, mesa de debate e uma exposição fotográfica. "Como o Amapá é basicamente uma ilha, a dificuldade de escoar a produção cultural de lá é muito grande. Então, a gente viu no edital de ocupação das unidades da Caixa uma possibilidade de mostrar aos demais estados brasileiros um panorama da nossa cultura tradicional e identitária", explica Cláudio Silva, produtor executivo da mostra.

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Composto por moradores de Curiaú, o Grupo Raízes do Bolão é o carro-chefe das apresentações, encerrando a programação, no sábado. Para completar a agenda, foram convidadas outras três atrações que dialogam com a cultura quilombola. A cantora Brenda Melo se apresenta hoje. Amanhã é a vez do cantor e compositor Paulo Bastos. Já o grupo AfroBrasil sobe ao palco na sexta-feira. Os shows ocorrem sempre às 20h, com entrada franca.

Durante os dias da mostra, o público pode conferir a exposição fotográfica "Preces, louvores e batuques", de Paulo Rocha. "São 20 imagens que o artista captou ao longo de cinco anos de andanças pelas festas religiosas e profanas dos quilombolas macapaenses", detalha Cláudio.

Duas oficinas gratuitas, na quinta e na sexta, ensinarão a tocar, cantar e dançar o batuque e o marabaixo, duas importantes manifestações culturais do Amapá (as inscrições devem ser enviadas para o e-mail [email protected]). Também será realizado o debate "Interferências étnico-raciais na música amapaense", com entrada gratuita, no sábado, às 16h, mediado por Paulo Bastos, Brenda Melo, Alan Gomes e Adelson Preto.

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