Teatro Apolo, no Recife Antigo
Teatro Apolo, no Recife AntigoFoto: Rafael Furtado

Uma performance do espetáculo de dança contemporânea Zoe, no teatro Apolo, no bairro do Recife, causou polêmica nesta sexta-feira (16). A estreia da apresentação, que trata sobre a reconexão do homem com seu aspecto animalesco, começou com a performance de um bailarino nu nessa quinta (15). Mas, na noite desta sexta, o mesmo ator estava vestido. A diretora do espetáculo, Francini Barros, culpou a secretaria de Cultura do Recife pela censura.

A versão é negada pelo governo. De acordo com Carlos Carvalho, diretor do Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas dos Teatros Apolo e Hermilo Borba Filho, o teatro só permite nudez dentro das dependências da instituição. "O que aconteceu ontem [quinta] foi que o bailarino saiu do teatro e foi até a calçada", relata.

"Alguns pedestres que passavam na frente do Apolo e não iam assistir o espetáculo chegaram até a se queixar para a guarda municipal", continua Carvalho. Segundo ele, não houve pedido para que o ator colocasse roupas, mas sim, que restringisse a apresentação à área dentro do teatro.

"A lei vigente diz que sair sem roupa em via pública configura atentado ao pudor e a secretaria de cultura, como poder público, tem que cumprir a lei", diz. "Quando um ator sai do teatro entendemos que ele também já está saindo do âmbito da criação artística e indo para o campo público", finaliza Carlos Carvalho.

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