Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

Cada objeto costuma evocar a memória de seus donos. No caso dos utensílios usados por passistas, músicos, aderecistas e outras pessoas ligadas ao frevo, eles também servem para contar um pouco da trajetória dessa expressão cultural centenária. Foi pensando nos aspectos simbólicos e afetivos de sombrinhas, fantasias e demais peças que o museu Paço do Frevo organizou a exposição temporária "Frevo da cabeça aos pés", cuja abertura ocorre nesta quinta-feirar (25), às 19h, na Sala Bajado, com entrada gratuita.

"Buscamos outra maneira de contar a história do frevo, a partir da leitura dos objetos como portadores de uma biografia do ritmo. O legal é perceber o trânsito que existe entre o simbólico e o real. Afinal, o imaginário do frevo é composto dessa mistura do imaterial com o material", afirma o gerente geral do Paço do Frevo. O processo de curadoria da exposição foi realizado de forma coletiva, com participação de todos os setores do museu.

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No total, estão expostas cerca de 40 peças. A escolha do material contou com a ajuda de pessoas como os passistas Otávio Bastos e Flaira Ferro, o artesão Julião das Máscaras e o porta-estandarte Fernando Zacaria. "Convidamos vários nomes importantes do frevo para serem cocriadores desse projeto, pedindo que eles escolhessem os objetos mais significativos para eles. Recebemos muita coisa, mais do que cabia na proposta. Para que a exposição tivesse fluidez, precisamos abrir mão de alguns desses acessórios", conta Nicole, gerente de conteúdo do museu, que assina a coordenação da mostra.

Entre as peças selecionadas, é possível encontrar algumas raridades, como a primeira camisa oficial do Bloco da Saudade, de 1974. A roupa pertenceu ao compositor Edgard Moraes e traz assinaturas de todos os que participaram da fundação da agremiação carnavalesca, naquele mesmo ano. Um chapéu usado pelo músico na mesma ocasião, seu violão e a partitura original da música "Valores do passado" - que inspirou a criação do bloco lírico - também fazem parte do acervo.

"A disposição dos objetos parte da ideia do frevo como um corpo. Assim, dividimos a exposição em quatro setores: cabeça, mãos, tronco e pés", explica Nicole. O utensílio mais antigo da coleção é datado de 1941. Trata-se de um dos troféus do conjunto de premiações do Clube das Pás, que vai até 2017. O visitante pode conferir também os icônicos óculos do compositor Capiba, emprestados pela viúva do compositor, Dona Zezita, além de outros artefatos.

Serviço:

Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Abertura nesta quinta-feira (25), às 19h. Visitas de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30; e aos domingos, das 14h às 17h30
No Paço do Frevo (Rua da Guia, s/n, Bairro do Recife)
Abertura gratuita. Nos outros dias, os ingressos custam R$ 8 e R$ 4 (meia-entrada), com gratuidade toda terça-feira
Informações: (81) 3355-9500

Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"
Exposição "Frevo da cabeça aos pés"Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

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