A cantora paulista participa pela segunda vez do MECA Festival
A cantora paulista participa pela segunda vez do MECA FestivalFoto: Divulgação

Voz calma e marcante, em um mix de Música Popular Brasileira (MPB) e pop nacional. Estamos falando da paulista radicada em Minas Gerais Tulipa Ruiz, que tem no currículo, além da formação jornalística, também as funções de compositora, cantora, ilustradora e produtora cultural. Tulipa segue com o frescor do começo, da época em que surgiu com o álbum “Efêmera” (2010), mas agora com a experiência que os anos de estrada e os 40 de vida lhe proporcionaram. A cantora, que tem percorrido vários novos caminhos, é atração do festival MecaBrennand, que chega à sua segunda edição no Recife, dia 14 de setembro, na icônica Oficina de Cerâmica Francisco Brennand.

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A uma semana do evento, a artista concedeu entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, e contou da carreira e da relação com o nosso Estado. Esta é a segunda vez que Tulipa participa do Meca. A primeira foi na edição que ocorre em Brumadinho (MG). “Quando fizemos em Inhotim, foi muito interessante, já que não tinha tocado em nenhum museu. É uma experiência sensorial muito aberta. E sei que vai ser assim em Recife. Eu estou indo para fazer meu show e mergulhar nos trabalhos dos outros artistas. Uma troca muito importante”, enfatizou.

Dona de si

Efêmera (2010), Tudo Tanto (2012), Dancê (2015) e Tu (2017) são frutos de uma longa e difícil caminhada na cena cultural brasileira. Na música, Tulipa tem firmado o seu lugar de resistência pessoal. “Tem sido meu lugar de catarse nesse momento que respira confusão. Tem sido tão difícil a gente se pautar. E é nesse caminho que eu sigo, a arte. É o lugar onde me fortaleço. Fazer música tem sido minha maior guerrilha”.

Atualmente, a artista segue em turnê com sua banda Pipoco das Galáxias, formada por Gabriel Mayall (baixo), Samuel Fraga (bateria) e Gustavo Ruiz (guitarra), este último seu irmão e também diretor musical. “Trabalhar com Gustavo é muito prático. Crescemos escutando a mesma vitrola. Então na hora de fazer som temos um repertório musical muito parecido”, explica.

Em casa

Tulipa se diz uma apaixonada pela cultura pernambucana. “Frequento o estado há muito tempo como uma apaixonada pela cultura pernambucana. Muitos carnavais aí, e inclusive, uma das primeira vezes que cantei fora de São Paulo foi em Recife. De alguma maneira eu me sinto em casa. E tenho muito amigos na música e nas artes plásticas. Sou muito apaixonada pela produção cultural que vem desse lugar”, declara-se. A essa história com o Estado, é somada a parceria que fez com a banda olindense Academia da Berlinda, durante o Carnaval deste ano. Outra ponte com Pernambuco foi estabelecida através do livro infantil "Carlos Viaja", que conta com ilustrações suas e texto do cantor China.

Inquieta

Em paralelo à turnê com a Pipoco das Galáxias, Tulipa segue com seu projeto junto ao pianista João Donato. A amizade surgiu em 2015, com o álbum "Dancê", no qual Donato canta e toca a música Tafetá. "Tem sido a maior honra fazer música com uma pessoa que é a história viva e uma das vozes mais ativas do Brasil. É um show onde eu e ele dividimos o palco. Metade do meu repertório e metade dele. Desse encontro lindo, nasceram duas músicas novas em parceria. E tudo isso me empolga e me rejuvenesce como artista”.

MECA

O festival Meca é um selo que tem edições em todo o País: Inhotim (MG), Urca (RJ), MIS (SP), Iberê (Porto Alegre - RS) e, mais recentemente, Brennand (Recife -PE). Além de Tulipa, a noite de agito ainda terá Shevchenko & Elloco (by TNT Energy Drink), Mombojó, Noporn, Romero Ferro no palco principal do festival. Serão 15 horas de música e programação intensa que ainda inclui feira colaborativa e mesas de debate, na Oficina Cerâmica Francisco Brennand, com início às 15h do dia 14 de setembro e fim às 6h do dia 15. Os ingressos estão à venda no site ingresse.com, nos valores: R$160 (inteira) e R$80 (meia).

O públicou lotou a primeira edição do MecaBrennand em 2018

O públicou lotou a primeira edição do MecaBrennand em 2018 - Crédito: Helena Yoshioka/Divulgação

 

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