Folha Gastronômica

Lectícia Cavalcanti

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Mendonça fala de família e da parceria com os irmãos
Mendonça fala de família e da parceria com os irmãosFoto: Da editoria de Arte

Semana passada, o amigo Eduardo Mendonça nos deu um grande presente – seu livro O dito e o não dito. Neste livro ele fala das dificuldades que enfrentou e de como se tornou um exemplo de superação. Tudo por conta de uma deficiência congênita do palato, que lhe acompanhou pela vida inteira. Não foi fácil. Só com 5 anos pronunciou as primeiras palavras.

E, quando entrou na escola, foi difícil se fazer compreender. Como consequência, procurava não se expor. Evitava falar em público. Ou dar entrevistas. Ou até receber homenagens. Agora, resolveu contar sua história. Como conseguiu transpor barreiras e se tornar um empresário de sucesso.

A intenção do livro é ajudar, com seu exemplo, jovens que tenham o mesmo problema. Mostrar, a eles, que com trabalho, determinação e muito bom humor, cada um pode conquistar seus objetivos.

Com o livro, nasceu também o Instituto Eduardo Mendonça – que manterá a “Casa Sorrir”, sob a coordenação de sua filha Danielle. Para dar apoio a crianças e adultos (inclusive seus familiares) no tratamento de fissuras palatais e labiais. Não só abrigando essas pessoas. Mas também alimentando e realizando atividades educativas e culturais. Belo gesto de Eduardo. O de contar sua história e o de patrocinar a “Casa Sorrir”, ajudando muitos a não passar pelo que passou.

No livro, ele fala também da família. Dos ensinamentos do pai. Da parceria com os irmãos. Do namoro com Ana, sua companheira da vida toda. Dos filhos. Dos amigos. E, sobretudo, da mãe. Lembra, com carinho, de sua casa na Serra do Machado. E reconhece que “Uma das lembranças mais queridas dos tempos de criança vem da cozinha. A memória olfativa exala o cheiro do doce de banana batida feito com a fruta bem madurinha, colhida por Dona Maria Dudu (sua mãe) no pomar de casa”, segundo Moema Luna, autora do livro. Para Eduardo, aquele “era o melhor doce do mundo”. Gostava também do doce de leite – da ambrosia. E de tudo que sua mãe preparava. Comidas de milho: canjica, cuscuz, mungunzá, pamonha. Pratos de sustança também: carne de sol, carne guisada e assada, cozido.

Nada a estranhar. Que sabor e afeto andam sempre juntos. Experiência que guardamos na memória. Para sempre. Despertando saudades adormecidas. Porque nos levam de volta a outros tempos. Ao território doce e mágico da infância.

Em belo prefácio ao livro, seu irmão, João Carlos escreveu: “Que a vida de Eduardo sirva de inspiração para aqueles com questões semelhantes. E seja também exemplo para os que se apequenam diante de qualquer obstáculo que o destino impõe. Este livro é, sem dúvida, mais uma barreira vencida por esse guerreiro que decidiu relatar a todos os seus maiores medos e as suas grandes vitórias”.

Por tudo que sofreu pela vida, por mostrar seu exemplo a quem tem problemas semelhantes, e pelo que conseguiu construir a partir de seu suor honrado, Viva Eduardo!

RECEITA: AMBROSIA

INGREDIENTES
1 litro de leite
2 xícaras de açúcar
6 ovos
1 pau de canela
4 cravos-da-Índia
Suco de 1 limão

PREPARO
• Em uma panela coloque ½ xícara de açúcar, canela e cravo. Deixe até que o açúcar fique com a cor de caramelo

• Acrescente o leite, o suco de limão, o restante do açúcar e os ovos (batidos ligeiramente). Mexa, de vez em quando, com cuidado. Deixe ferver

PREPARO
• Em uma panela coloque ½ xícara de açúcar, canela e cravo. Deixe até que o açúcar fique com a cor de caramelo

• Acrescente o leite, o suco de limão, o restante do açúcar e os ovos (batidos ligeiramente). Mexa, de vez em quando, com cuidado. Deixe ferver

*É especialista em Gastronomia e escreve toda semana neste espaço.

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