Holística

Mariomar Teixeira

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Incensário da Tüz - (81) 99868-2440
Incensário da Tüz - (81) 99868-2440Foto: Presciliana Nobre Fontes e Pepa Alex

Fui instigada por uma leitora que pediu para falar sobre o incenso, os prós e contras do seu uso.

O texto será sobre o histórico, tipos e cautelas no uso do incenso. Sobre os tipos de essências usadas pode ser para outro tema.

Origem


O uso do incenso é muito antigo, pois quando o homem aprendeu a usar o fogo e incluiu nele folhas, raízes, flores que exalavam diferentes tipos de cheiros, as observações sobre esses odores por transmissão oral, com a escrita o seu uso foi ainda mais ampliado.

No antigo Egito, alguns tipos de incenso só eram permitidos serem queimados dentro dos templos. O uso do incenso tem referência no Antigo Testamento. Assim como os “escolhidos” para preparem eram os kyfis (na época dos faraós) ou os sacerdotes superiores.

A queima das folhas, ervas ou essências poderiam ser usados após a sua transformação em incenso ou pelo turíbulo fabricado só para esse fim.

Uma das receitas mais antiga e conhecida de incenso está contida no livro do Êxodo (30:34), do Antigo Testamento:

“Disse ainda o Senhor a Moisés: ‘Junte as seguintes essências: bálsamo, ônica, gálbano e incenso puro - todos em quantidades iguais’.”


Na Grécia antiga
, os registros sobre incenso fluiram mais a partir do século V antes de Cristo.

Em Roma,
o maior uso eram de goma-resina (olíbano), e depois vem mirra, açafrão, etc. Utilizados tanto em público quanto em rituais domésticos.

Os hindus
por terem maior avidez por aromas, na antiguidade clássica, já conheciam e manipulavam muitos tipos de substâncias aromáticas, por exemplo o benjoim, assim como outras resinas, gomas, sementes, raízes, flores secas e madeiras de fragrância muito forte. Porém, um dos ingredientes mais populares era a madeira de sândalo.

No budismo,
o uso do incenso tem desempenhado um papel importante desde o início do século VII, assim como no xintoísmo.

Na China,
só se sabe que o uso do incenso é antigo e em grande escala. Já o uso pelos cristãos é apresentado oficialmente conforme é apresentado no Liber Pontificalis, redigido no pontificado de Silvestre (314-355).

O incenso não ocupa lugar oficial na religião Islâmica, mas os muçulmanos na Índia fazem muito do seu uso, pois acreditam que o incenso pode afastar os espíritos maus.

Tipos de incenso


Há dois tipos de incenso: combustível e não-combustível.

Combustível
: pode ser em cone, bloco, ou forma de vara.

Não-combustível:
são queimados em um pedaço de carvão, que pode usar no turíbulo ou no fogareiro.

Os incensos de vara, que são os mais usados, têm algum tipo de resina, assim como alguma essência. Tudo dependerá qual a sua INTENÇÃO ao comprar e ao acender um incenso e o que almeja ao usá-lo.

O incenso causa mal?


O mal que o incenso pode causar é caso você tenha alergia a algo: desde a fumaça ou até alguma resina ou essência da fabricação.

Qualquer pessoa pode confeccionar seu incenso, pois depende do objetivo e intenção para qual faz o seu uso e a confiança da qualidade que está usando, assim evita algo que possa fazer mal para saúde.

Assim como, você pode descobrir que é alérgica somente após o uso atual, por mais que tenha usado muitas vezes, antes e nada ter acontecido. É interessante observar qual o produto do incenso usado quando causa alergia, das essências, das resinas, ou se, a própria fumaça.

Cautela no uso


Quando se acende um incenso, estamos no uso da energia de dois elementares: Ar e Fogo; e o cuidado prevalece quando se mexe com fogo, toda cautela é sempre bem-vinda.

- Evite acender incenso em ambientes com pouca ventilação; mas também evite colocar perto de local muito ventilado, pode surgir um braseiro na vareta e o vento espalha para locais que tenham papéis, tecidos, produtos químicos ou qualquer coisa similar.

- Mantenha incenso longe de cortinas, de livros, papéis, tecidos, produtos químicos ou qualquer coisa similar.

- Evite acender incenso e sair do ambiente sem ele ter finalizado, é o mesmo risco de deixar uma panela de arroz no fogão aceso e sair de casa.

- Evite deixar varetas de incenso ao alcance de crianças
. O elemento Fogo é uma atração incrível.

- Muitas essências, ervas, perfumes e plantas podem ser abortivas com o seu uso constante, mesmo que seja na forma de incenso. Cito aqui uns exemplos: Alecrim; Arnica; Artemísia; Barbatimão; Boldo; Buchinha do norte; Cambará; Cânfora; Carqueja; Cipó-mil-homens; Confrei; Erva-de-bicho; Espirradeira; Erva-de-santa-maria; Eucalipto; Gengibre; Melão-de-são-caetano; Pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio; e, Poejo.

Particularmente, adoro acender incenso, uso aromatizador, difusor e vaporizador na minha casa e, sempre que posso, tanto quanto nos ambientes que frequento. Amo plantas, flores, ervas e essências; e por ter amor, considero interessante desenvolver a curiosidade e buscar informação para o que fazemos. Desde as nossas rotinas até aos nossos atos anormais, pois tudo tem uma razão que a lógica não responde de imediato. Que sejamos bons observadores e cautelosos com tudo: pensamentos, palavras e atos. O simples ato de acender um incenso pode nos mostrar muito mais do que imaginemos.

Espero ter respondido a pergunta da leitora e fico ao dispor a outras dúvidas e questionamentos.


Aqui concluo com o pensamento do político, filósofo e escritor José Pereira da Fonseca (Marquês de Maricá - 1773 - 1848): “A virtude resplandece na adversidade, como o incenso reacende sobre as brasas”.

Milhões de beijos iluminados,


Referências:


BULAD, Tatiana. Incensos - propriedades & rituais. Círculo Wicca Index, 2002.

CALAND, M. E. O uso mágico e espiritual de incensos e defumadores - aromas para curar, sonhar, amar, meditar e estimular. Pensamento: São Paulo, 1999.

Incensário da Tüz
- Presciliana Nobre Fontes e Pepa Alex - +55 (81) 99868-2440.

* Mariomar Teixeira
- Numeróloga & Consultora: de Feng Shui, de 4 Pilares e de Zi Wei Dou Shu. Contatos: (81) 99807.4568 - Tim e WhatsApp – E-mail: holisticarec@gmail.com - Instagram: @mariomar_teixeira

Formada em Secretariado na UFPE com mestrado em Extensão Rural e Desenvolvimento Local na UFRPE. Filha, esposa e mãe. Ama ler, estudar, tricotar e cozinhar. Dedica-se aos estudos de metafísica desde 1980, principalmente Numerologia. Em 1993, além de assumir um concurso público federal, também o trabalho como numeróloga é reconhecido. Colunista da Folha de Pernambuco de 1998 a 2005, coluna Numerologia. No mesmo período foi colunista da Revista Club com as colunas: Holística e Lançamento de livros. Professora e Consultora de Feng Shui desde 1997.

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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