Banda Suprema Corte
Banda Suprema CorteFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Suprema Corte é o som do divino, pela definição do líder da banda, Paulo Sérgio. No palco, a ideia é visível: são seis integrantes, cada um representando uma das mais comuns nações. Jeje, Xambá, Nagô, Ketu, Jexá e Angola. São três percussionistas, dois violonistas e Paulo Sérgio, tocando rabeca, violino, cavaquinho, pandeiro. Esse espetáculo poderá ser apreciado na Terça Negra desta terça-feira (26), no palco do Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife, a partir das 19h.

O show traz músicas autorais, em que a cultura popular se mistura aos ritmos comuns às religiões de matriz africana. Mistura mesmo. “Às vezes, tem uma percussão com um toque de macumba, outra tocando um coco e um terceiro no ritmo do cavalo marinho. Impressionantemente, combinando”, relata Paulo Sérgio.

Uma mistura coerente se tornou possível a partir de um complexo processo de pesquisa. Para se ter uma ideia, a banda existe desde 2003, mas só se apresentou pela primeira vez em 2010, no Teatro Apolo, no bairro do Recife. Paulo é sobrinho de Raminho de Oxóssi, responsável pelo ritual da Noite dos Tambores Silenciosos. Sempre rodeado de cultura popular e de fé, foi levado a estudar os ritmos.

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O resultado da pesquisa, mostrado na noite desta terça-feira (26), é uma série de dez músicas presentes no primeiro álbum da banda, intitulado “Todos os Santos”, ainda a ser lançado. “Antes tínhamos uma filosofia de que, quem quisesse nos experienciar teria que nos ver ao vivo. Principalmente, porque não nos limitamos ao som. Nossa ideia é a de um espetáculo, não apenas de música. Começamos a mudar de ideia depois de muitos pedidos para gravarmos nosso trabalho”, confessou Paulo Sérgio.

O carro-chefe do disco é a música “Chapéu de Palha”. Em que há uma espécie de empoderamento do Nordeste. “O Nordeste virou o mundo”, canta Sérgio, nesta canção. Para ele, a região não é vista por tudo o que fez e produziu.

Folguedos populares

No interior, onde a banda tem se apresentado com frequência, a receptividade é ótima. Imagina-se que seja assim principalmente pelas influências de folguedos populares na musicalidade da Suprema Corte. Tocar suas músicas, embebidas do som do Maracatu Rural, em Aliança, na Zona da Mata Norte, por exemplo, é tiro certeiro. Há algo de familiar para aquele público, mesmo que também haja a harmonia fina dos instrumentos de corda.

Banda Suprema Corte
Banda Suprema CorteFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Banda Suprema Corte
Banda Suprema CorteFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

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