Vanessa da Mata
Vanessa da MataFoto: Rodolfo Magalhães/Divulgação

Vanessa da Mata é do tipo colorida. No vestir, no cantar, nos discos que lança, nos desejos de mãe, pela felicidade dos filhos e como produtora (dona) de suas próprias letras e sonoridades. “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”, seu disco mais recente, o sétimo de estúdio, não poderia fugir à regra. Na verdade, é o que mais evidencia a assinatura da cantora e compositora no decorrer de suas quase duas décadas de música. “É o meu trabalho mais autoral, sem dúvida. Hoje me sinto mais segura, existe mais maturidade, mais segurança para fazer as músicas, mais soltura, divertimento e entrega no palco - e isso faz ficar mais gostoso”, ressaltou ela, em entrevista à Folha de Pernambuco.

Com show marcado para nesta sexta-feira (8), às 22h30, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções, Olinda), Vanessa da Mata chega com sua veia mais autoral. "Consegui imprimir um estilo meu de produção, de sonoridade e de direção geral", complementa. E conseguiu mesmo. Fato claramente percebido nas faixas interpretadas/escritas/produzidas por ela, com exceção de "Ajoelha e Reza" e "O Mundo para Felipe", ambas têm parceria de Liminha e "Hoje Eu Sei", com Jonas Myryn, e da especialíssima participação de Baco Exu do Blues, em "Tenha Dó de Mim", um dos momentos primorosos do disco, evocados pelo misto de África, Bahia e, claro, Mato Grosso.

"O Baco me impressionou muito desde o início. Nas letras, na juventude dele, nas brincadeiras de ser um rapper diferente, ser pacífico e não ser passivo jamais, enfim. Eu curti muito desde que o vi tocando, vi o discurso e como ele se posiciona. A minha parte já estava pronta e ele aceitou fazer a participação e acabou sendo meu parceiro, pois a parte que ele canta é de autoria dele", contou.

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Com aptidão de quem direciona os próprios caminhos na música, intuindo entre melodias e levezas, mesmo quando exalta o amor em sua agruras, Vanessa consolida, em “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”, o seu viés como artista que percorre (e bem) por quaisquer harmonias. Do pop ao reggae, as alegrias predominam, entremeadas a arranjos o tanto quanto felizes. "Só Você e Eu”, "Nossa Geração" e "Dance Um Reggae Comigo" são bons exemplos.



Eu adoro compartilhar música e cultura com o público", justifica ela, que, em seu papel de mãe, mesmo sobressaltada e saudosa, esbanja delicadezas em versos dedicados ao seu rebento mais velho, Felipe. "Cheia de medos e saudade com certeza. A maioridade dele me inspirou nessa música. Nela, falo da liberdade dele de chegar aos 18 anos, da coragem que ele tem, da vontade do certo e, obviamente, da minha saudade. Eu tenho um carinho muito especial por 'O Mundo Para Felipe'", sutilmente entregue por ela como a faixa favorita do disco, embora afirme "ser quase impossível eleger preferidas".

Para o show em terras pernambucanas, Vanessa da Mata diz que "será generosa com o público", já que, além do ineditismo do repertório, as clássicas "Amado" (2007), "Boa Sorte" (2007), "Ai, Ai, Ai" (2004) e outras que não saem da cabeça dos fãs integrarão o repertório. Assim como espera-se que não faltem, também, os figurinos usados pela cantora e compositora mato-grossense, um "quê" a mais em suas apresentações, junto à plasticidade das voltas dançantes costumeiramente dadas por ela. "Com movimento e rodopio, espero que gostem!", promete.

Serviço

Vanessa da Mata em "Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina"
Nesta sexta-feira (8), 21h30, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco)
Ingressos a partir de R$ 67 (meia entrada, balcão)

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