Tatiana Notaro
Tatiana NotaroFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Dia desses conversava com a ensaísta e professora de literatura brasileira da Unicamp, Maria Eugênia Boaventura, a respeito das reviravoltas estilísticas vindas do Modernismo. E ouvindo sobre o que de novo aparecia naquela década de 1920, perguntei sobre o que podemos esperar das novas produções, se é que podemos. Ela ri, diz que não tinha bola de cristal e que embora concorde com a máxima do “tudo é velho, nada é novo”, tem visto muita coisa boa literatura afora. Daí, num intervalo rápido, questionou: mas quem consumirá? Pois é. Olhe o panorama nacional e você verá muitas editoras, livrarias abarrotadas e muita gente produzindo, mas lendo? Voltando, então, ao Modernismo, que se propunha a aproximar as artes das pessoas - e essa tentativa, como vai? A mim parece que tudo converge. Embora pareça irônico, o que vejo é a produção andando em círculos: um youtuber que vira escritor e, oba, lança um livro; uma “digital influencer” que decide registrar-se em? Isso mesmo, um livro e, até fácil, despertará o interesse de uma grande editora se tiver um grande número de “views” e “likes”. Tudo meio old school.

HQ > O cartunista mineiro Ricardo Tokumoto, o Ryot, tem tiras inéditas publicadas no novo “Ryotiras - um pouco de cada”, parte da nova linha de humor da editora Draco. São 116 páginas coloridas, formato 19,6 cm x 20,6 cm, capa cartonada e custa R$ 39,90.

Quântica > A editora Revan lança “Fragmentos: Física Quântica”, compilado de e-mails trocados entre os autores, Francisco Doria e Newton da Costa, sobre matemática e física quântica. Primeira edição, com 160 páginas; R$ 34.

Marketing > O livro “O mundo mudou... justo na minha vez” de Lucas Almeida e Valdênio Gonçalves será lançado amanhã, às 19h, no auditório da Faculdade Joaquim Nabuco.

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