Saúde no verão
Saúde no verãoFoto: Roger

Até março, quando o verão se faz presente, é aberta a temporada das adequações alimentares em nome da hidratação, leveza e nenhum resquício de contaminação alimentar. Isso porque o sol não dá trégua e o desafio do corpo é se manter na faixa dos 36°C, diante de tanto calor. Sem falar na deterioração dos alimentos expostos aos raios, por longas horas, aumentando o risco de infecções na hora de um consumo desavisado. É tempo de aproveitar a vida lá fora, mas sem baixar a guarda para doenças.

Para início de conversa, é importante prezar por refeições de fácil digestão, como saladas, carnes magras, ovos e leite - que são fontes dos principais nutrientes de uma vida saudável. Segundo a nutricionista Fabiana França, além das saladas, que são ricas em fibras, é preciso aumentar o consumo de frutas com maior teor de líquido. “Pois além de consumirmos as fibras, estamos nos hidratando. Sugiro melancia, abacaxi, melão e laranja”, diz ela, de olho na época em que mais ocorre a transpiração. E, por falar em hidratar, essa atitude básica nos dias de verão, vale o reforço de isotônicos, sucos naturais e muita água de coco, no lugar de refrigerantes e outras bebidas industrializadas.

“Temos ainda as águas aromatizadas que você pode preparar em casa com canela, hortelã, gengibre e limão. Assim, além de acrescentar sabor ao líquido, dependendo do ingrediente, estará alinhando funções antioxidantes, anti-inflamatórias, diuréticas e termogênicas”, completa a nutricionista Milena Nascimento. Para os especialistas, o cuidado recai também para alimentos muito “carregados”, como feijoada, mocotó, frituras, gorduras e outras opções desse tipo, geralmente acompanhadas de bebida alcoólica, que pesam na digestão, exigindo mais esforço do organismo.

Conservação - Cuidado também para a forma como os alimentos são conservados. A praia, que é o destino certo de muita gente, pode reservar surpresas negativas. “Evite pedidas como camarão, queijos e ostras, pois o calor favorece o crescimento de microoganismos, que podem levar a quadros diarreicos”, diz França. Já dentro de casa, o perigo está na maneira de armazenar a comida. “Pois temos o costume errado de esperar o alimento esfriar ao invés de guardá-lo ainda quente na geladeira. É importante para dar um choque térmico e evitar contaminações”, completa.

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Outro ponto está relacionado à praticidade. Comidas prontas ou semi-prontas, ditas naturais e não higienizadas adequadamente, não podem ficar expostas à temperatura ambiente por muito tempo, porque facilmente vão se deteriorar. “Para uma alimentação segura, higienize bem as mãos, os utensílios e não misture alimentos crus com cozidos. Além disso, cozinhe bem os ingredientes, nada de mal passado, acondicione-os bem e procure saber a procedência de tudo que você come na rua”, finaliza Nascimento.

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