Muitos produtos industrializados têm a gordura na composição
Muitos produtos industrializados têm a gordura na composiçãoFoto: André Nery/Arquivo folha

Já se deparou com alimentos do tipo que “dá para comer com os olhos”? Provavelmente sim. Quem nunca se deliciou com cremosidade de margarinas, sorvetes, afins, salgadinhos ou com tentações de biscoitos e bolos recheados?

E quase sempre levados pela inocência de não saber que por trás do aspecto bonito de alguns produtos e de suas texturas e preparações, existem adicionais que causam impactos negativos ao organismo de quem consome, trazendo malefícios que podem levar ao aumento dos riscos de doenças.

Tratam-se das chamadas gorduras trans, utilizadas, inclusive, para aumentar o prazo de validade de comidas industrializadas. “Têm substitutos como o azeite e o óleo de coco, por exemplo, que deixa a comida boa sem utilizar a trans”, enfatiza Joyce Alencastro, nutricionista do Hapvida.

Pensada para tomar o lugar da gordura animal, a gordura trans tem origem vegetal e passa por um processo de hidrogenação para que fique sólido em temperatura ambiente. Ao adicionar o hidrogênio, ela muda a configuração de “cis” para “trans” aumentando, dessa forma, os riscos de acúmulo de placas de gorduras no sangue. “Simplesmente por essa configuração atrapalhar o fluxo do sangue”, complementa a profissional.

Conscientes dos males que podem causar à saúde, indústrias alimentícias sabem que é preciso reduzir as quantidades dela nos produtos. “Aumento do LDL (colesterol ruim) e redução do HDL(colesterol bom), acúmulo de gordura na região abdominal e aumento do risco de infartos, acidente vascular cerebral e diabetes são só alguns dos exemplos que podem surgir em decorrência do consumo em excesso desse tipo de gordura”, alerta Joyce.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a ingestão da gordura trans pelos alimentos não deve ultrapassar 1% do valor energético diário da alimentação, ou seja, a concentração mínima deve ser de 0,2 gramas.

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Desde 2005 o Canadá passou a exigir especificação nos rótulos dos alimentos, o mesmo ocorreu nos Estados Unidos assim como no Brasil, que também obriga indústrias a disponibilizarem ao consumidor informações no rótulo sobre o teor de gordura contida nos alimentos. “Temos falado mais sobre o assunto, isso é bom para alertar quem muitas vezes nem sabe que a está ingerindo”, conclui a nutricionista.

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