Alimentos fortificados
Alimentos fortificadosFoto: Lehi Henri/Folha de Pernambuco

Uma volta rápida pelo supermercado é suficiente para no­­tar a grande quantidade de produtos que chamam atenção com o termo “enrique­cido em vitaminas”. É ainda mais frequente na seção de itens para crianças, uma vez que esse público necessita de aporte nutricional útil no desenvolvimento. Mas em meio a lista de itens fortificados, você saberia definir o que é realmente necessário para o consumo dos pequenos?

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimento enriquecido ou fortificado tem a finalidade de repor quantitativamente os nutrientes destruídos durante o processamento do alimento, suplementando-os com nutrientes em nível superior ao seu conteúdo normal. Sendo assim, os rótulos devem conter a informação sobre os micronutrientes adicionados, que podem incluir vitaminas, minerais e aminoácidos extras.

O especialista em nutrição da DSM, empresa que fornece soluções nutricionais para a indústria de alimentos, Héctor Cori, explica que essa adição acontece tanto de forma voluntária quanto determinada por lei. Nesse último caso, as especificações variam de acordo com o país, mas geralmente envol­vem alimentos amplamente consumidos e enriquecimento de nutrientes poucos consumidos pela população. No Brasil, alguns exemplos são as farinhas de trigo e milho, que contêm ferro e ácido fólico, e o sal, enriquecido com iodo. Em outros países também existe o enriquecimento obrigatório de leite com vitamina D, arroz com diferentes vitaminas e minerais, açúcar com vitamina A e outros.

Em situações como a anemia, causada pela deficiência de ferro, a fortificação de alimentos é uma saída. Sendo assim, os produtos lácteos e os cereais, por exemplo, são considerados os principais veículos por serem populares e facilmente adaptáveis às receitas do dia a dia. Não à toa, é fácil encontrar grandes marcas de leite em pó estampando o recurso no rótulo.

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Contudo, Héctor Cori ressalta que, embora os alimentos enriquecidos contribuam para que a população atinja a quantidade diária recomendada de nutrientes, eles devem fazer parte de uma refeição equilibrada que inclui o consumo regular de frutas, verduras, legumes e cereais integrais. “Alimentos também são enriquecidos com vitaminas e minerais para repor nutrientes que eles não contêm de outra forma. Por exemplo, a farinha de milho e trigo perde suas vitaminas e minerais quando refinados, e a fortificação dos produtos feitos com eles adiciona ou retorna seu valor nutricional. Nesse sentido, os alimentos enriquecidos oferecem um complemento para a refeição”, destaca o especialista.

Dicas para a leitura dos rótulos >
Por Héctor Cori
• Observe a quantidade total de açúcares, sódio, gorduras e energia buscando limitar o consumo desses itens
• Verifique se o produto é enriquecido com vitaminas, minerais, ômega-3 e outros nutrientes que melhoram o perfil nutricional
• Valorize os alimentos que contêm maior quantidade de fibras.

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