Nova casa tem jeitão de trattoria
Nova casa tem jeitão de trattoriaFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Tudo aconteceu muito rápido na vida do pernambucano de descendência italiana Roccini Furetti. Depois de participar de um reality gastrô em 2018, emendou nos trabalhos de home chef no Recife e partiu para estudar Gastronomia italiana em Roma no ano seguinte. Voltou meses depois e, no final de 2019, abriu o restaurante que leva o sobrenome da família, onde funcionava o Il Pastifício, em Boa Viagem.

O Furetti Cucina tem jeitão de cantina. Pequeno e com mesas forradas com toalha xadrez priorizando o clássico vermelho e verde. Se notar barulho nas conversas do salão, Roccini avisa que a ideia é essa mesma, tal como na efervescência da cidade europeia. Aliás, parte do mobiliário foi mantido da operação anterior - alocada para a casa ao lado em esquema de empório e rotisseria. Ganhamos sotaque italiano reforçado naquela região da Zona Sul.

Para um lugar com inspirações tão típicas, um cardápio à altura de referências familiares e da trajetória profissional do próprio chef. Ele, por sua vez, trouxe a breve vivência no restaurante Luciano Cucina, em Roma, comandado pelo chef Luciano Monosilio, que já conquistou uma estrela Michelin e segura a fama de “king of carbonara” ou rei da carbonara. Não à toa, esse é o carro-chefe da nova casa. "Carbonara é uma receita fácil, mas que exige técnica”, adianta Rocini, antes de servir o prato com seus ingredientes obrigatórios: espaguete fresco coberto pela mistura da gema do ovo, mais pedaços de bacon, pimenta e blend de queijos. Aqui o tipo grana padano se sobressai para agradar o sabor brasileiro, por ser mais suave em relação ao pecorino. O prato é bem servido e custa R$ 45.

Outra pedida de encher a mesa é a lasanha empanada. Dois pecados calóricos tão saborosos quanto massa e fritura sequinha, juntos, num prato de entrada com ares de pedida principal (R$ 32). Da cozinha ainda saem opções com ravióli, nhoque e pappardelle feitos artesanalmente com farinha 00 e sêmola de trigo duro italiano. Não leva sal, leite ou fermento. Já o público do risoto também encontra uma sugestão robusta. O chamado ‘mari i monti’ tem o arroz misturado ao funghi fresco, camarões marinados e tomilho, em cesta de parmesão crocante (R$ 55).

Por ser uma comida que pede bebida, uma parede com cerca de 80 rótulos exibe vinhos de vários lugares do mundo, a preços interessantes a um serviço de restaurante. Uma boa garrafa italiana, por exemplo, pode ser adquirida ao preço médio de R$ 55 para beber na mesa, sem taxa extra, ou levar para casa.

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Novos pratos
Embora o cardápio tenha rodado por poucos meses, Rocine adianta que já haverá novidades em março. O queijo do reino, que todo brasileiro ama, ganhará mais espaço e será recheio de massas. O tradicional cacio e pepe, ou apenas queijo e pimenta, também circulará pelo salão. Já o típico vitello tonnato, que usa carne de vitela, será preparado com lagarto e sugerido na lista de principal. Na sobremesa, hoje em sua maioria feita pela família do chef, será ampliada e fornecida pela marca Romeo e Giulietta, conhecida pelo gelato italiano comercializado nos shoppings.

Nova casa tem jeitão de trattoria
Nova casa tem jeitão de trattoriaFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
A lasanha empanada é ponto alto do Furetti, mesmo figurando a categoria de entradas
A lasanha empanada é ponto alto do Furetti, mesmo figurando a categoria de entradasFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
Carbonara é carro-chefe
Carbonara é carro-chefeFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco
todas as massas da casas são de produção artesanal
todas as massas da casas são de produção artesanalFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

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