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TomatesFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Enquanto o mundo acompanha os índices de contaminação do novo coronavírus, é bom ficar atento em alguns cuidados que vão além da restrição social. Será, por exemplo, que os alimentos do dia a dia podem transmitir o famigerado Covid-19? Segundo a Agência Europeia de Segurança Alimentar (AESA), ainda não há evidência comprovada de que os alimentos sejam potenciais itens de transmissão. Um alívio e tanto!

Ainda de acordo com a agência, o monitoramento é frequente, para mudanças nesse assunto. O fato é que os cuidados seguem por todos os lados. Quando o ambiente é cozinha, o nutricionista Nasto Rabelo sugere ficar atento à manipulação dos ingredientes. “Não há contaminação por alimentos cozidos, como se fosse uma bactéria, em que você ingere e desenvolve infecções. O cuidado é com a superfície
desses itens. De estar contaminado e tocar em algo”, explica.

Segundo a nutricionista Joyce Moraes, não precisa ser em altas temperaturas, o calor emitido por uma cuscuzeira, por exemplo, já elimina o risco. Uma simples ida ao supermercado, assim como em outras atividades cotidianas fora de casa, é que deve ser vista com cuidado. Ainda de acordo com Nasto Rabelo, a vigilância deve ser feita por cada um, como no ato de evitar parar na prateleira de frutas e verduras e mexer em vários itens com as mãos. “E, assim que fizer, fazer a higienização”, completa.

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Lavar os alimentos sempre foi uma necessidade. “Inclusive, aqueles que não precisam, como a tangerina, que é só descascar. Mas, se tiver infectado, pode ser um problema”, diz Rabelo. Ainda assim, estudos sobre o Covid-19 ainda estão sendo feitos mundo afora.

Outros cuidados
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), não há mesmo problema com os produtos bem cozidos ou assados. Como o novo coronavírus pode ser transmitido por alguns animais, melhor evitar carnes muito cruas, ainda de acordo com a Organização. Mas isso não impede cuidados com a higienização dos utensílios de cozinha e não misturar aqueles utilizados para alimentos crus e cozidos. “O problema da mesa de self-service é que as pessoas passam conversando, e isso pode contaminar, se o balcão não tiver com uma temperatura correta, como as saladas em área não climatizada”, resume Joyce Moraes.

A procedência desses produtos faz toda a diferença, segundo o nutrólogo Jêmede Valença. “De ter uma manipulação cudiadosa, independentemente do vírus, com o uso de luva, máscara e unhas bem cortadas”, diz o especialista, também reforçando: “fortaleça a ingestão de frutas e verduras fontes de antioxidantes naturais para da defesa do organismo”, conclui.

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