Cantora e compositora Bruna Caram
Cantora e compositora Bruna CaramFoto: Divulgação

Cantora, atriz, compositora, instrumentista, escritora e preparadora vocal, além de cinco discos lançados ao longo de pouco mais de uma década de carreira. As linhas iniciais da “bio” da multiartista Bruna Caram já dizem muito sobre a paulista, que leva, nesta sexta-feira (20), para o Teatro Apolo, show do seu recente “Alívio”, quinto disco de uma trajetória que passa a ser interpretada com o máximo de literalidade neste trabalho, do título às letras inseridas em cada uma das faixas que o compõem.

"É um álbum muito emblemático. O fato de estar compondo, tocar pela primeira vez (...) É uma outra artista, é assim que me sinto", revelou Bruna em conversa com a Folha de Pernambuco, sobre estar, na íntegra, dona de si em seu próprio disco.

Embora desde "Multialma" (2016) Bruna Caram tenha deixado escapulir sua veia de compositora, aliada às irretocáveis parcerias feitas, na ocasião, com Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, em "Alívio" - produzido por André Moraes -, ela imprime com maestria uma identidade autoral, antes negada por ela própria. "Sempre fui insegura com o outro lado da música que fugisse ao canto. Me achava incapaz de compor e destravei uma parte minha que antes estava bloqueada", confessa ela, que assina seis das nove faixas do álbum, considerado como uma espécie de cura, de descanso e salvamento.

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"Ele conta sobre várias situações em que a arte me salvou, outras sobre fatos externos do mundo. Faço um passeio por muitas das tormentas pelas quais eu passei". São bons exemplos a canção que abre o disco, "Gente do Bem", além de "Baile da Revanche" e "Presença", esta última a que ela mais gostou de fazer na vida. "Alívio é um disco sobre cura, luta e autoestima. É impossível ter coragem de lutar se a gente não acredita em nós mesmos. Parei de me julgar e fui capaz de compor, e me arrependi de não ter tocado e composto muito mais", pontua.

Em se tratando das parcerias e dos chamegos locais que Bruna Caram imprime em seus repertórios, é dela e da cantora e compositora caruaruense Isabela Moraes a faixa "Livre" - música que exala seu frisson pela maternidade e que contou com a participação da sua mãe e da sua avó - assim como a faixa "Minha Paz e Minha Dor", que integra o rol de composições "emprestadas" pela pernambucana a ela. Já em "Meu Perdão", Marcelo Jeneci dá aos versos a sonoridade da sanfona e, em "Certas Canções", a paulistana deu novos ares à letra escrita por Milton Nascimento e Tunai.

"Todo o repertório do disco foi construído nos últimos dois anos. Eu quis essa dinâmica de altos e baixos, doçuras e intensidades, porque autobiográfico que é esse trabalho, precisava ter um significado extra, embora todo disco seja um sonho realizado", contou Bruna, que, para o show de hoje, também contemplará o público com sucessos anteriores, a exemplo de "Palavras do Coração" (Essa Menina, 2006), e com novas interpretações de canções do porte de "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor (Lô Borges) e "Força Estranha" (Caetano Veloso).

Serviço
Bruna Caram canta "Alívio", no Teatro Apolo

Sexta (20) 21h
Ingressos a partir de R$ 20 (meia-entrada), disponíveis no Sympla
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife

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