Mônica Martelli encarna a personagem Fernanda na peça 'Minha Vida em Marte'
Mônica Martelli encarna a personagem Fernanda na peça 'Minha Vida em Marte'Foto: Rodrigo Peixoto/Divulgação

Quem dera que a vida, em todos os seus vieses, fosse encarada com leveza, tal qual o faz a arte no teatro, no cinema ou na TV. Ou, pelo menos, como tão bem pratica a atriz Mônica Martelli nas três plataformas, "vestindo-se" de si própria para rir das agruras de suas vivências conjugais. Neste sábado (26), no Teatro Guararapes, ela volta ao Recife com a comédia "Minha Vida em Marte", ocasião na qual conta (e ensina), com didática e humor peculiares, sobre relações amorosas e outras discussões que atraem risos e ressaltam o empoderamento da mulher nas mais diversas circunstâncias.

"Nem sei mais te dizer quem é a Mônica e quem é a Fernanda. Elas se completam, por isso se confundem. Tem muito de mim nela e muito dela em mim. Tudo o que tá ali foi vivido por ambas, foi sentido e é verdade", contou em entrevista à Folha de Pernambuco, quando questionada sobre quem é quem no palco.

Desde a estreia em 2017, pelo menos mais de 200 mil espectadores presenciaram, em cena, a saga de Fernanda, personagem criada por Mônica Martelli, que repete, doze anos depois, o sucesso de "Os Homens São de Marte... E é pra Lá que eu Vou”. Além do teatro, a peça seguiu para o cinema em 2014 e ganhou temporadas em uma série televisiva do canal GNT.

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"Demorei a acontecer, mas nunca desisti porque sempre quis fazer arte. A família olhava para mim com pena. Meu pai era empresário, minha mãe pedagoga, meu irmão matemático e minha irmã, médica. E eu era a artista. Um dia, minha mãe disse: 'Filha, você quer ser atriz? Então pega um caixote, leva para a praça, sobe nele e começa a falar sua verdade para o mundo'. Entendi tudo. Eu tinha de construir minha estrada, e não ficar esperando os outros investirem em mim. Então se você me perguntar de onde eu sou, vou te responder que sou da arte. Tudo nela me fascina. Teatro, TV e cinema", declara.

É com propriedade que ela transita por onde passa. Semanalmente, solta o verbo no programa Saia Justa (GNT), ao lado de Astrid Fontenelle, Gabi Amarantos e Pitty. Mônica é dirigida pela irmã, Susana Garcia, na peça e no filme homônimo, rodado em 2018. Ela se diz apaixonada pela irmã e afirma ter sido um "golaço de placa" tê-la nesta empreitada. Apesar de já ter subido em tantos palcos, Mônica conta sentir como se sempre fosse a primeira vez e recebe, com "gratidão e responsabilidade", a aclamação do público.

Crítica e segura de si, ela integra a "ala artística" que enxerga, na arte, um dos nortes de salvamento de uma nação. "As pessoas ouvem besteiras sobre a lei Rouanet e acreditam, ouvem mentiras sobre a Ancine e acreditam. A falta de conhecimento está fazendo com que as pessoas não queiram se aprofundar e há um governo que não propõe esse aprofundamento em nada. A cultura e a arte salvam o País, é isso que precisamos ouvir e entender."

Serviço
Mônica Martelli em “Minha Vida em Marte”

Sábado (26), no Teatro Guararapes (Centro de Convenções), 21h
Ingressos a partir de R$ 52 (meia entrada, balcão)

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