'Baile do Menino Deus'
'Baile do Menino Deus'Foto: Jose Britto/Folha de Pernambuco

Todos os anos, há mais de três décadas, o "Baile do Menino Deus" celebra o Natal de um jeito bem pernambucano e em 2019 não será diferente. Entre os dias 23 e 25 de dezembro, sempre a partir das 20h, a 36ª edição do espetáculo volta a ocupar a praça do Marco Zero, no bairro do Recife, local onde ocorre há 16 anos. Como acontece a cada nova montagem, a peça foi reinventa e conta com algumas novidades.

Figurino, cenografia, coreografia e o corpo de baile, formado por 11 bailarinos, foram todos renovados. O grupo Bongar faz a sua estreia na cena dos Santos Reis e o cantor Carlos Filho passa a interpretar a música "Ciganinha". Os atores Sóstenes Vidal e Arilson Lopes seguem dando vida à dupla de Mateus, personagens principais, se revezando com Paulo de Pontes e Daniel Barros. O sanfoneiro Felipe Costa e a cantora Isadora Melo também retornam ao palco como José e Maria.

"O espetáculo tem um fio narrativo condutor, que é a sua dramaturgia, mas nós conseguimos introduzir novidades através de momentos transversais, com o das ciganas, do Jaraguá, do Boi e da Burrinha Zabilin. Conseguimos colocar danças, ritmos e brincadeiras diferentes", explica Ronaldo Correia de Brito, diretor da encenação. É dele e Francisco Assis Lima o texto do auto natalino, cujas músicas são assinadas por Antônio Madureira.

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A singularidade do "Baile do Menino Deus" está na forma como a obra representa a clássica história do nascimento de Jesus Cristo, resgatando tradições natalina típicas do Nordeste, como reisado, lapinha, pastoril, cavalo marinho e boi de reis. Desde 2017, os três reis magos são representados por um negro, um índio e um ibérico, simbolizando a formação étnica do país. "Por incorporar todas as possibilidades das nossas diversas culturas, ele é um espetáculo brasileiro", defende Ronaldo.

O espetáculo recebe uma média de público de 70 mil pessoas por temporada, de turistas a recifenses que fazem questão de comparecer todos os anos ao evento. "Meu sentimento em relação ao 'Baile' é de que é algo que não me pertence. É uma grande alegria ver como os espectadores se consideram donos da obra. Isso é uma consagração", celebra.

Mais de 300 pessoas compõem a equipe envolvida com o projeto. Os ensaios têm início em junho, mas a preparação para o espetáculo tem início logo após o fim de cada edição. "O espetáculo é uma dádiva para quem trabalha e também para quem vê. Há pessoas que aparecem nas três noites para assistir. Eu acredito que isso é porque ele reverbera nas pessoas de maneira muito positiva", comenta Quiercles Santana, diretor de cena, atores e coro.

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