"A categoria não dá credibilidade a promessas do governo'', diz representante dos caminhoneiros

Para tentar conseguir uma trégua, a Petrobras anunciou na quarta-feira (23) a redução de 10% do diesel por 15 dias, o que foi considerado insuficiente pelo movimento grevista. "A categoria não dá credibilidade a promessas feitas pelo governo. A categoria

A categoria pretende organizar um ato no próximo dia 12, em frente à sede da ANTT, em BrasíliaA categoria pretende organizar um ato no próximo dia 12, em frente à sede da ANTT, em Brasília - Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Bueno, disse nesta quinta-feira (24) que o movimento dos caminhoneiros não dá credibilidade a promessas feitas pelo presidente Michel Temer.

No Palácio do Planalto, para nova reunião com a equipe ministerial, ele criticou a postura do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que viajou ao Ceará sem votar proposta que garantiria o fim de imposto sobre o diesel. Após críticas, Eunício decidiu voltar para Brasília. "Isso é uma demonstração da preocupação que eles estão com o país e a situação de todo mundo, infelizmente", disse.

Para tentar conseguir uma trégua, a Petrobras anunciou na quarta-feira (23) a redução de 10% do diesel por 15 dias, o que foi considerado insuficiente pelo movimento grevista. "A categoria não dá credibilidade a promessas feitas pelo governo. A categoria quer respostas que sejam conclusivas e tenham aplicação imediata. Os 15 dias é só dar um chute na bola para daqui a pouco voltar atrás", disse.

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Na tentativa de acabar com a paralisação nacional, que já afeta a distribuição de combustíveis e alimentos no país, a equipe econômica se comprometeu a zerar o Cide caso seja aprovado projeto de reoneração da folha de pagamento.

A Câmara votou a proposta na noite de quarta-feira (23), mas o Senado só pretende fazê-lo na próxima semana. Com a repercussão negativa de sua viagem, Eunício decidiu retornar a Brasília e marcou reunião com líderes partidários para esta quinta-feira (24), mas boa parte dos senadores já deixaram a capital federal.

Sem espaço fiscal para novas reduções nos preços de combustíveis, o presidente reconhece que não tem mais alternativas a não ser esperar por um enfraquecimento da paralisação nacional dos caminhoneiros.

Em reunião na manhã desta quinta-feira (23) do presidente com a equipe econômica, chegou-se à conclusão que ceder mais ao movimento grevista pode estimular outros setores insatisfeitos a iniciarem novas greves pelo país.

A análise do setor de inteligência do Palácio do Planalto é que o movimento deve apresentar sinais de arrefecimento no final de semana e que, com a falta de combustíveis e alimentos, a população poderá se revoltar contra os motoristas em greve.

A estratégia esboçada na manhã desta quinta-feira (23) é insistir no pedido de trégua e dizer que o Palácio do Planalto fez tudo o que pode, colocando a culpa de maneira indireta no Senado.

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