Abastecimento de energia terá reforço em Pernambuco

Celpe está investindo mais de R$ 31 milhões na construção de cinco subestações em diversas regiões de Pernambuco e em um novo alimentador, que vai beneficiar o Agreste

Polo de confecções do AgrestePolo de confecções do Agreste - Foto: Divulgação

Para melhorar o abastecimento energético em diversas regiões de Pernambuco, serão construídas cinco subestações de energia elétrica. Além disso, um novo alimentador de média tensão vai beneficiar a produção do polo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste. A partir da demanda feita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Sdec), com aval do Governo do Estado, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) vai realizar as obras. Com investimento de R$ 31.552.333,49, o projeto deve ser concluído até o início de 2020.

Essas construções fazem parte de uma cláusula do contrato assinado entre a Celpe e o Governo no ano de 2000, época da privatização da companhia. “Foi previsto em contrato que 1% da receita operacional líquida anual da Celpe, o que gira em torno de R$ 40 milhões, fosse aplicado em obras de benefícios sociais. São obras para melhoria nas condições de atendimento”, explicou o secretário executivo de Energia do Governo, Luiz Cardoso Ayres Filho.

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As subestações de 69/13,8 quilovolts (kV) vão ser construídas nas seguintes cidades: Recife (subestação Pau Ferro), Goiana (subestação Tejucupapo), Ipojuca (Subestação Nossa Senhora do Ó), Petrolina e Tacaratu. “Essas construções vão beneficiar diversas áreas a fim de melhorar a qualidade de energia. Vão ampliar a capacidade e levar desenvolvimento para as regiões. Vão aumentar a oferta de energia de forma geral, para indústrias, casas e comércio”, registrou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Antonio Mário Pinto. O sistema alimentador de 13,8 kV, de Santa Cruz do Capibaribe, terá 4,5 km de extensão e seu principal objetivo é beneficiar o desenvolvimento econômico do polo têxtil da região.

Ainda segundo o secretário de Desenvolvimento, o investimento vem de recursos oriundos da Celpe, na espécie de um fundo que vai sendo utilizado quando a demanda é apresentada. “Ainda deve ter acumulado em torno de R$ 60 milhões atualmente, mas o fundo vai recebendo a verba a cada ano”, disse o secretário.

A partir dessa parceria entre o Governo e a Celpe, outras obras já estão em fase de execução. Uma delas é a trifasicação de mais de 140 quilômetros (km) de redes monofásicas. Além disso, há a construção da linha de transmissão Bom Nome/Carnaubeira da Penha de 49 km em 138 kV, que vai propiciar a conexão de usinas de geração solar de grande porte no Sertão.

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