Abear faz campanha sobre utilização da bagagem de mão

As malas que excederem o tamanho, devem ser despachadas, sujeitas a cobranças que partem dos R$59

O objetivo desta ação é agilizar o fluxo dos clientes nas áreas de embarqueO objetivo desta ação é agilizar o fluxo dos clientes nas áreas de embarque - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Viajar de avião pode se tornar um transtorno para quem não seguir as normas em vigor da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). É que começou nesta quarta-feira (17) e segue até 1° de maio a campanha de orientação aos passageiros em voos domésticos, sobre a utilização da bagagem de mão. As malas que excederem o tamanho, a partir de 2 de maio, devem ser despachadas, sujeitas a cobranças que partem dos R$59. Para checar se a mala está dentro das regras, algumas caixas foram dispostas nas áreas públicas do Aeroporto - antes era após passar o raio-x - para o passageiro verificar se a bagagem encaixa.

Por nota, a Abear informou que o objetivo desta ação é agilizar o fluxo dos clientes nas áreas de embarque, evitando atrasos e trazendo maior conforto para os passageiros. No Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, há orientadores da Abear, durante esta fase de implementação, para explicar sobre as novas medidas que os viajantes devem seguir. Os representantes estão identificados com um colete verde nos portões de embarque. Ainda de acordo com a Abear, as normas - 35 cm de largura; 25 cm de profundidade e 55 cm de altura; limite de 10 kg - seguem recomendações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), para melhor acomodação, conforto e segurança dos passageiros.

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No saguão de check-in os passageiros foram pegos de surpresa sem saber das novas medidas. O comerciante Alan Farias, acha injusto que os passageiros precisem medir a bagagem. “Tem gente que põe uma ou duas malas enormes. Estou com apenas uma e acho insignificante eu ter que despachar”, explicou, depois de perceber que a bagagem era maior do que o tamanho permitido. Como ainda está no período educativo, Farias não precisou pagar para levar a mala fora da cabine.

Sandro Santos, também comerciante, alegou que pela razão de não viajar muito desconhece sobre as novas regras. “Fiquei sabendo agora que fui fazer o check-in das malas. Não acho justo, deveria continuar como já estava”, desabafou.

Supervisor de uma loja especializada em bagagens de mão, Ulisses Garcia, diz que os passageiros ainda não estão muito cientes das regras. “A gente acaba tendo que fazer função de balcão de informação para o cliente não comprar errado”, brincou.

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