Abramge critica judicialização

Para o presidente da entidade, Flávio Wanderley, se o número de reclamações na Justiça fosse menor, os planos poderiam ser 10% mais baratos

Professor Lupércio e integrantes da sua gestão se reúnem com membros da CompesaProfessor Lupércio e integrantes da sua gestão se reúnem com membros da Compesa - Foto: Divulgação

 

De uma população com 206,5 milhões de pessoas, apenas 46 milhões de brasileiros têm plano de saúde. Ou seja, a maioria da população é excluída da assistência médica particular e depende do sistema público de saúde. Uma das causas apontadas pelas operadoras para o número de assistidos ser tão pequeno, além da crise e do desemprego, é o alto custo. E uma das explicações para o preço elevado seria a judicialização de casos de negativas de serviço, na avaliação da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge). Para o presidente da entidade, Flávio Wanderley, se o número de reclamações na Justiça fosse menor, os planos poderiam ser 10% mais baratos.
O advogado do Instituto Apolo em Defesa da Vida e da Saúde (IADV) Diogo Santos afirma que os números são desproporcionais com o pequeno número de pessoas que buscam seus direitos. Em Recife, por exemplo, existe 1 milhão de usuários de planos de saúde. De agosto a dezembro do ano passado, foram 337 processos judiciais. Em um ano, foram 2 mil. Isso representa que 0,02% dos usuários buscam a Justiça. “É uma parcela ínfima no total de usuários que buscam direitos na Justiça”, argumenta o advogado Santos.
No ano passado, foram investidos R$ 102 bilhões no setor. Eram cerca de 50 milhões de beneficiários no período. Este ano, o número de usuários caiu para 46 milhões. Apesar disso, o gasto pode ser maior. O motivo, segundo o presidente da Abramge, é a incorporação de tecnologias ao serviço. Além disso, o brasileiro vai mais ao médico do que pessoas de outros países.
Otimismo

Mesmo com o crescimento no número de desempregados, somando 12 milhões de pessoas sem ocupação e com renda reduzida, o setor de saúde suplementar está otimista em relação ao segundo semestre deste ano. Flávio Wanderley acredita que o contingente de pessoas que perderam a assistência privada entre janeiro 2014 e junho de 2016, num total de 1,9 milhão de usuários, seja o último número negativo do setor.

 

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