Ação da Eletrobras sobe mais de 200%

Títulos da estatal voltaram a ser negociados na Bolsa de Nova York e registraram forte elevação

Animação "Uglydolls"Animação "Uglydolls" - Foto: Reprodução/Divulgação

 

SÃO PAULO (Folhapress) - Os American Depositary Receipts (ADRs, ou recibos de ações) da Eletrobras voltaram a ser negociados ontem na Bolsa de Nova York com alta de mais de 200%. As operações haviam sido suspensas em maio, por falta da entrega de informações financeiras em formulário relativas a 2014.
Os papéis lastrados em ações ordinárias da companhia, negociados sob o código EBR, ganharam cerca de 246%, a US$ 6,78. Os ADRs preferenciais (EBR.B) ganhavam 122%, a US$ 7,60.
Na terça-feira passada, a companhia arquivou junto à Securities and Exchange Comission (SEC, o xerife do mercado de capitais dos EUA) os formulários, denominados 20-F, referentes a 2014 e 2015. A entrega ocorreu após conclusão dos trabalhos de investigação sobre perdas com o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Os formulários trazem perdas de R$ 302,5 milhões com o esquema de pagamento de propinas.
Para o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, a forte alta dos ADRs da Eletrobras em Nova York é um ajuste para acompanhar o movimento das ações da estatal na Bolsa brasileira. Os papéis ordinários registram alta de mais de 200% desde 19 de maio, quando os ADRs foram suspensos em Nova York.
“Essa alta dos papéis se deve à mudança de Governo e à troca do comando da estatal, mais profissional e pró-mercado”, explica o analista. “Com isso, melhoraram as perspectivas para a Eletrobras, assim como para o setor elétrico como um todo.”
Mercado
Números da balança comercial chinesa de setembro bem piores do que as expectativas influenciaram os mercados mundiais ontem. As Bolsas recuaram e o dólar teve comportamento misto frente às principais moedas, em meio a temores de desaceleração da segunda maior economia do mundo.
O mercado doméstico seguiu o mau humor global pela manhã, e o Ibovespa chegou a perder mais de 1% no início da sessão, enquanto o dólar avançou para o patamar de R$ 3,22. À tarde, porém, o principal índice da Bolsa inverteu o sinal e fechou em leve alta de 0,15% enquanto a moeda americana caiu para a casa dos R$ 3,18, na menor cotação em dois meses.
Segundo analistas, o peso sobre os mercados diminuiu depois que os preços do petróleo, que estavam caindo, mudaram de direção e começaram a subir. Os profissionais também ressaltam que permanece o otimismo dos investidores em relação à recuperação da economia brasileira.

 

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