Adutora do Agreste é prioridade em 2017

Compesa promete acelerar as obras do empreendimento e diz ter R$ 70 mi para melhorar o abastecimento

Deputada Gleide Ângelo (PSB) é uma das convidadas do evento.Deputada Gleide Ângelo (PSB) é uma das convidadas do evento. - Foto: Jose Britto / Folha de Pernambuco

Acelerar as obras da Adutora do Agreste será a prioridade do presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, em 2017. Para isso, garante, os R$ 70 milhões em caixa darão um grande ritmo às obras nos próximos três meses. A ideia é montar 15 frentes de trabalho e, se tudo correr bem, entregar alguns trechos do equipamento já no segundo semestre do ano que vem.

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Se o andamento de repasse continuar numa média de R$ 30 milhões ao mês, é possível que a obra seja entregue em 2018. Este ano, o empreendimento hídrico recebeu R$ 142 milhões, bem a mais que em 2015, quando R$ 88 milhões foram disponibilizados pela União. O Agreste é uma das regiões do Estado mais penalizadas pela seca. Mais de 60 cidades das 72 existentes estão em regime de racionamento extremamente rigoroso ou são abastecidas exclusivamente por carros-pipa.

“Posso dizer, com toda razão, que a Adutora será minha prioridade, porque a região está caótica”, disse Tavares, durante evento no qual destacou o balanço da Companhia em 2016. Com obras iniciadas em 2013 e previsão para ser concluída em 2015, a primeira etapa do aqueduto vai custar, no total, R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão vindo do Governo Federal via Ministério da Integração. Até agora, R$ 610 milhões foram liberados, restando R$ 636 milhões.

Na terça-feira (27), durante passagem por Maceió, o presidente Michel Temer garantiu a última quantia do ano para a obra, no valor de R$ 42 milhões. Esta etapa abrange 571 quilômetros de extensão que incluem adutoras, reservatórios, estação de tratamento de água. “Essa primeira fase é uma espécie de espinha dorsal do projeto. Com a conclusão dela e das obras interligadas distribuídas em nove lotes, vamos conseguir levar água para o Agreste”, explicou Roberto Tavares.

Sem as obras estruturantes, a única alternativa de levar água para a localidade seria por meio do Ramal do Agreste, que ligaria Sertânia, onde fica a captação da água do Eixo Leste da Transposição, a Arcoverde, marco zero da Adutora. Obra federal, o Ramal não saiu do papel e a perspectiva é que a ordem de serviço seja dada também em 2017.

Balanço

Nos últimos dez anos, a Compesa investiu mais de R$ 6 bilhões. Este ano, foram R$ 500 milhões e, em 2017, serão de R$ 800 milhões.

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