Afinal, a transformação digital e do mundo 4.0 estão baseados na Tecnologia?

Inicio o artigo com esta reflexão, após 2 meses de distanciamento social e no décimo segundo dia de “lockdown” decretado em minha cidade.

Lockdown é a fase mais severa de restrições durante pandemiaLockdown é a fase mais severa de restrições durante pandemia - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Mas, afinal, o que temos feito certo e errado nestes últimos meses? Como chegamos e como vamos sair desta pandemia para o que muitos consideram a “nova normalidade”?

A forma como enfrentamos uma pandemia, em pleno século da transformação digital, foi a mesma adotada na idade média durante as epidemias: - Ficando em casa. Esta é, de fato, a melhor solução? Estamos investindo tempo e dinheiro em pesquisas realmente relevantes para a nossa sobrevivência frente aos desafios que a vida apresenta?

Estamos valorizando demais atividades e qualidades não essenciais em detrimento das
essenciais? Quem deve decidir o que é essencial ou não? Quais são as qualidades essenciais para este momento?

Como podem ver, tenho mais perguntas que respostas, mais reflexões que conclusões.

Mas dentro desta tormenta filosófica, algo tem ficado muito evidente para mim:

Transformação digital é sobre TALENTO e ADAPTABILIDADE e não tecnologia!

Recentemente, a revista “The Economist” escreveu que uma das mais óbvias consequências da pandemia do Covid-19 será “a inclusão e infusão de serviços/aplicativos com habilitadores de data em mais aspectos de nossa vida.”

Atualmente podemos comprar ou desenvolver, praticamente, qualquer tecnologia, mas a sua HABILIDADE para se adaptar para um presente (não futuro) digital depende de:

-Desenvolver HABILIDADES da próxima geração;
-Diminuir o hiato entre TALENTO e procura e demanda;
-Testar e checar ADAPTABILIDADE e o POTENCIAL seu e de outros.

De forma resumida, vamos investir mais em pessoas, na sua saúde mental, na alimentação saudável, em educação e garantir os direitos humanos alcançados, até então.

Temos que estar vigilantes, pois temos pilares que compõem nossos direitos que precisam ser enxergados de forma igualitária. Esta pandemia trará sérias consequências para saúde pública, com consequentes riscos econômicos, financeiros e, finalmente, sociais.

Mesmo sabendo que o futuro está mais ambivalente e incerto do que nunca, tenho confiança de que sairemos mais fortes ao final desta crise. E, espero que a lição que estamos aprendendo, não seja esquecida tão cedo.

-Coloque as pessoas como prioridade;
-Diversidade e inclusão são fundamentais;
-Tenha foco em aptidões (soft skills);
-A mudança vem de cima, pelo exemplo;
-Adaptabilidade é uma habilidade que se desenvolve;
-Talentos devem ser desenvolvidos.

“Não devemos desperdiçar uma boa crise”. Winston Churchill

*Empresário há 35 anos e presidente do Iperid (primeiro THINK TANK do Nordeste) – Instituto de Pesquisa Estratégica em Relações Internacionais e Diplomacia, Rainier Michael tem ampla experiência em trocas internacionais. O trabalho realizado por ele junto ao consulado esloveno, e designado “Diplomacia Econômica”, interpreta sob uma visão humana o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste. Paulista de nascença, Michael se mudou para Pernambuco há dez anos, quando seus negócios no Estado cresceram de forma a tornar indispensável sua presença aqui. Seu comparecimento nos mercados pernambucanos, entretanto, é mais antigo do que isso. Antes de assumir o consulado, já era representante da DBG - Sociedade Brasil-Alemanha no Nordeste. É destacável, também, sua atuação enquanto presidente do Rotary Club Recife Boa Viagem. ([email protected])

*A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

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