Agropecuária é destaque em Pernambuco

PIB de Pernambuco, que cresceu 2% em 2017, foi influenciado pela agropecuária, que cresceu 19%. Produção de cana foi motores da expansão

Presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, Gerson Carneiro LeãoPresidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, Gerson Carneiro Leão - Foto: Laila Santana / Arquivo Folha

Grandes setores econômicos foram responsáveis por impulsionar o crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco em 2017, em comparação a 2016. O segmento da agropecuária foi o destaque, com crescimento de 19%, alavancado pelas lavouras temporárias que aumentou 45,6% devido ao incremento da produção de milho, arroz e cana-de-açúcar. Os incentivos fiscais para cooperativas do setor sucroalcooleiro foram importantes para esse resultado positivo. Com uma recuperação acima da média nacional, que apresentou resultado de 1%, o Estado alcançou R$ 172,3 bilhões em valores correntes.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, Gerson Carneiro Leão, a abertura de duas cooperativas foi fundamental para o crescimento do setor no ano passado: a Cooperativa do Agronegócio da Cana-de-Açúcar (Agrocan) e a Cooperativa do Agronegócio dos Associados da Associação dos Fornecedores de Cana de Açúcar (Coaf). “Na safra de 2017/2018, as duas entidades moeram 980 mil toneladas de cana e foram responsáveis por gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, incentivo que teve a ajuda do governador Paulo Câmara”, destacou Carneiro Leão.

E as perspectivas são animadoras para a próxima safra, com resultado ainda melhores. “Estamos esperando uma safra ainda maior com preço menor. Como o preço de venda do álcool no mercado está mais atraente, a previsão é que na próxima safra colhida, 60% seja transformada na produção de álcool e 40% na produção do açúcar”, enfatizou Carneiro Leão.

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Ainda no setor da agricultura, as lavouras permanentes obtiveram crescimento de 17,1%, com destaque para os aumentos na produção de uva, manga e coco-da-baía. Para o presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida, a região está trabalhando para melhores resultados. “O Vale passa por uma incerteza devido à escassez de água, mas esperamos para este ano uma política mais consistente de pesquisa e crédito de longo prazo para um maior otimismo”, disse Almeida. Dados do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina apontaram que o Vale do São Francisco no ano de 2017 gerou um montante de US$ 93,6 milhões em exportação de uva e um montante de US$ 169,1 milhões em exportação de manga.

Indústria

Apesar do setor industrial apresentar uma queda de 1,1%, o segmento da indústria de transformação cresceu 0,9%, destacado pelo bom desempenho da produção automotiva. “Atividades relacionadas a produção de equipamentos de transportes, fabricação de metais foram importantes para o resultado do setor. As exportações pernambucanas foram puxadas pelo grupo FCA, que assumiu a dianteira da produção de veículos”, explicou o economista da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Tobias Silva.

De acordo com a Jeep, do Grupo FCA, a instalação de um grande polo industrial gera desenvolvimento para a região. “Hoje continuamos a ser uma grande empresa tanto na fábrica Jeep como nas 16 empresas localizadas no Parque de Fornecedores. Ao todo são cerca de nove mil funcionários”, afirmou a empresa.

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