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Agropecuária

Agropecuária em destaque em Pernambuco

No acumulado de 2020, o setor agropecuário apresentou crescimento de 19,8%, com destaque para as Lavouras Temporárias, segundo o PIB pernambucano

Foto: Colheita de cana / Foto: Joel Silva/Folhapres

Um dos setores que mais cresceu em 2020 e continua em desenvolvimento este ano, a Agropecuária vem se destacando em números no Brasil e em Pernambuco. Diferente do setor de serviços e comércio, a Agropecuária não foi afetada diretamente pelas restrições mais severas devido à pandemia da Covid-19. De acordo com o PIB pernambucano, divulgado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), o setor agropecuário cresceu 15,2% no comparativo do 4º trimestre de 2019 e 2020, com destaque para a agricultura e as Lavouras Temporárias, que registraram variação de 21,2%, com os incrementos na produção cana-de-açúcar, mandioca, milho, cebola, feijão, abacaxi e melancia.

No acumulado do ano passado, a Agropecuária apresentou crescimento de 19,8%. As Lavouras Temporárias aparecem em destaque novamente no desempenho das principais atividades Agropecuárias de 2020, com uma variação de 38,7%, prevalecendo a cana-de-açúcar. Já as Lavouras Permanentes apresentaram aumento de 7,0%, com a manga em alta e a Pecuária obteve variação de 4,0%, com bovinos, ovos e aves em destaque. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), o PIB agropecuário em Pernambuco cresceu 70% nos últimos quatro anos.

“Quem pratica a Agropecuária exerce sem grandes soluções de continuidade, porque não pode desligar a chave da fazenda, se não planta quando chove, não planta mais o ano todo, se não colhe quando estiver produzindo, também não colhe mais o ano todo, então fica com a atividade no zero. Diferente da indústria, do comércio e do serviço, a agropecuária não tem jeito, ou você combate a praga na hora que tem que combater, ou você planta na hora que tem que plantar, ou você colhe na hora que tem que colher, ou você perde o trabalho de um ano todo”, afirma o presidente da Faepe, Pio Guerra.

Com um crescimento de 1,6% no primeiro trimestre de 2021, o PIB agropecuário pernambucano aparece mais uma vez em destaque. O setor apresentou o maior crescimento em relação ao mesmo período de 2020. A Agropecuária teve uma variação de 14,2%, quase três vezes melhor que a média nacional (5,2%). As Lavouras Permanentes são as principais responsáveis pelo crescimento, com variação de 17,5%.

Já em abril de 2021 no comparativo com abril e março de 2021, o setor cresceu 2,2%. Já na comparação com o mês de abril deste ano e de 2020, o setor cresceu 9,2%. De janeiro a abril de 2021 ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 11,6%. E no acumulado nos últimos 12 meses em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, houve um crescimento ainda maior, de 15,5%.

“As condições climáticas são elementos que dificultam essas atividades, principalmente as Lavouras Temporárias e as atividades pecuárias, e a gente viveu um período muito forte de crise nesse segmento por conta da seca da década passada, e os efeitos mais perversos foram concentrados na primeira metade da década e só nos últimos anos que as condições climáticas ficaram menos adversas e isso fez com que houvesse uma recuperação do setor agropecuário e também uma mudança de característica com o fortalecimento relativo da pecuária e também da parte da agricultura mais baseada na irrigação. Nesse sentido, há uma transformação estrutural em curso na Agropecuária pernambucana”, explica o gerente de estudos e pesquisas da Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

Para os próximos meses de 2021, a expectativa é que o setor siga com números positivos. “A expectativa segue essa linha de crescimento, principalmente no que diz respeito à agricultura. No setor pecuário temos em alta o desempenho da avicultura e da bovinocultura leiteira. Então a perspectiva é de crescimento advindo das boas condições climáticas que se revelam nesse período e da boa condição de mercados, principalmente, daqueles setores exportadores, por exemplo, da fruticultura do vale do São Francisco” complementa Rodolfo. 

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