Água da Adutora chega primeiro a Toritama

Abastecimento anima empresários de confecções e traz perspectivas positivas para a bacia leiteira

Líder do PT no Senado, Humberto Costa.Líder do PT no Senado, Humberto Costa. - Foto: Roberto Stuckert Filho

Os empresários do Polo de Confecções do Estado estão animados com as novas perspectivas de conclusão da Adutora do Agreste. Depois de quase seis anos consecutivos de seca, a maior obra hídrica em execução no Brasil será a redenção para os setores produtivos da região após dois anos de atraso. A expectativa é que Toritama seja a primeira cidade a receber água pela Adutora em maio deste ano, seguida por Santa Cruz do Capibaribe, no mês de setembro.

“A água é fundamental para a vida e para a atividade têxtil, porque o jeans precisa ser lavado. Hoje, para fazer isso, temos que recorrer ao carro-pipa”, destacou o presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral e de Malharia do Estado (Sinditêxtil), Oscar Rache, frisando que 90% da produção de Toritama dependem de água. A estiagem, segundo Rache, provocou queda de 20% na produção.

Quatros consórcios envolvidos nas obras dos lotes 1, 2, 3 e 4, além do início de mais uma frente de trabalho com o Lote 5, já começam a mobilizar equipamentos e profissionais para dar celeridade às intervenções. A mobilização será possível depois que a União liberou R$ 42 milhões na semana passada, e, se o andamento de repasse continuar numa média de R$ 30 milhões ao mês pelos próximos dois anos, é possível que a obra completa seja entregue em 2018.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) fechou o ano com o montante liberado de R$ 142 milhões. Diante da necessidade urgente de levar água para os municípios do Agreste, o governador Paulo Câmara solicitou à Compesa a realização de estudos e projetos para que fosse dada uma funcionalidade às tubulações da adutora já construídas. Na concepção original do projeto, o aqueduto seria alimentado pelo Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, quando fosse concluído o Ramal do Agreste, obra do governo federal que sequer foi iniciada.

Uma das alternativas para antecipar a chegada da água será a Adutora do Moxotó, a primeira ligação da Transposição com as regiões do Sertão e Agreste. Também está sen­do estudado a possibilidade de levar a água da Transposição a partir de captação na Barragem de Sertânia, adiantando a chegada para o próprio município.

Além disso, os trechos que vão de Caruaru a Toritama, e de Toritama a San­ta Cruz do Capibaribe, ­se­rão finalizados para começar a receber água do Sistema do Pirangi, que vai levar água do município de Catende, na Ma­ta Sul do estado, para a Barragem do Prata, em Bonito. “Será a saída para o setor leiteiro, que foi bastante sacrificado com a seca”, afirmou Emanuel Rocha, presidente da Sociedade Nordestina dos Criadores.

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