Ainda em greve, bancários afirmam que pedido da OAB é equivocado

Categoria diz estar cumprindo a lei da greve e que a responsabilidade de abrir as agências para o atendimento dos alvarás é dos bancos

Rei Arthur: A Lenda da Espada Rei Arthur: A Lenda da Espada  - Foto: Divulgação

O Sindicato dos Bancários reafirmou nesta sexta-feira (30) que a greve iniciada no último dia 6 continua sem data para acabar, apesar do impasse judicial com a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Pernambuco (OAB-PE). A entidade pediu até a prisão da presidente sindical, Suzineide Rodrigues, para cobrar o cumprimento da liminar que determina o atendimento dos alvarás judiciais nas agências bancárias. Para a categoria, porém, o pedido é equivocado e não tem base legal.

“Há um grande engano no pedido da OAB, porque a responsabilidade de abrir as agências é dos bancos e não do sindicato. A nós, cabe organizar o movimento dos trabalhadores”, disse Suzineide, na primeira coletiva de imprensa convocada após o início da greve, que chega ao 25º dia hoje. A presidente sindical ainda disse que o movimento é legal, porque a lei de greve, que determina a manutenção de 30% dos serviços bancários, está sendo respeitada. “A lei trata da compensação bancária e não de atendimento específicos. E nós estamos garantindo isso”, alegou o assessor jurídico do sindicato, Gustavo Gomes.

Gomes ainda disse que apresentou à 11ª Vara do Trabalho do Recife todos os recursos cabíveis contra o pedido da OAB-PE, que ainda prevê o aumento da multa de R$ 10 mil para R$ 100 mil por dia de descumprimento à decisão judicial. “O pedido ainda não foi despachado pelo juiz. Caso isso aconteça, entraremos com novos recursos”, disse Gomes, apoiado por Suzineide. “E, se eu for presa, serei presa por uma causa injusta, mas por estar cumprindo a decisão tomada pela categoria em assembleia”, completou a presidente sindical.

Além do impasse com a OAB, os bancários não têm data marcada para retomar a negociação salarial com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na última reunião, na quarta-feira (28), a categoria rejeitou a proposta de aumento de 7% com abono de R$ 3,5 mil. Os bancários dizem que o índice não cobre a inflação deste ano. Por isso, pedem a reposição do aumento dos preços mais um ganho real de 5%, o que soma um reajuste de 14,78%.

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