Alianças com Avianca e Copa serão foco da United na América Latina

O acordo entre Latam e Delta que surpreendeu o mercado não deve mudar os planos da United para o Brasil

AviancaAvianca - Foto: Divulgação

O inesperado acordo entre Latam e Delta, anunciado há cerca de um mês, foi comparado pelo presidente-executivo da United, Oscar Munoz, a um movimento típico de "Game of Thrones". "Todo esse negócio de alianças é muito como 'Game of Thrones'. Todo mundo quer evitar o Casamento Vermelho", afirmou ele durante evento da United com jornalistas nesta sexta-feira (25), em Chicago.

A analogia com o seriado da HBO, repleto de estrategemas, traições e mortes, várias delas ocorridas durante o citado casamento, se explica pelo fato de Latam e Delta cultivarem até então parcerias duradouras com as rivais American e Gol.

Apesar da espirituosa comparação, porém, o acordo que surpreendeu o mercado não deve mudar os planos da United para o Brasil. A companhia americana é uma importante parceira da Azul, tendo uma fatia de 10% em ações da empresa brasileira, e negocia agora um ambicioso acordo de joint-venture com a Azul, a colombiana Avianca e a panamenha Copa para rotas entre EUA e a América Latina.

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Enquanto a aliança entre Latam e Delta tem o potencial de turbinar a presença desta última na América do Sul, a United indica que seu foco será incrementar os voos para Bogotá (hub da Avianca) e Cidade do Panamá (hub da Copa).

Foi o que afirmou à reportagem Andrew Nocella, diretor comercial da United, durante o evento em Chicago. De acordo com ele, a United não planeja inaugurar novas rotas para o Brasil. Hoje, a companhia opera em São Paulo (Guarulhos) e Rio de Janeiro (Galeão) para quatro destinos nos EUA: Nova York (Newark), Chicago, Washington e Houston.

É mais do que oferece a Delta, que liga São Paulo e Rio a Atlanta e Nova York, mas inferior à presença da American, que opera em quatro cidades brasileiras -São Paulo, Rio, Brasília e Manaus- com voos para Nova York, Dallas, Los Angeles e Miami. A cidade da Flórida, aliás, é o principal hub de entrada de latino-americanos nos EUA.

Nocella afirmou que a United não estuda abrir rotas do Brasil para os EUA partindo do Norte ou Nordeste -onde a Azul tem um hub, Recife. Segundo ele, a "estratégia da United em fortalecer os hubs de Bogotá e Cidade do Panamá será a mais acertada".

Esse movimento, porém, deixa de fora a Azul, cujos três hubs -Campinas, Belo Horizonte e Recife- não são atendidos por voos da United. *O jornalista viajou a convite da United

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