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Alimentos de festa junina seguem em alta, diz pesquisa da FGV IBRE

Ovos, aipim e leite de coco e chocolates estão entre as maiores altas para as festividades desse ano.

comidas de festa juninacomidas de festa junina - Foto: Freepik

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) indicou queda na variação acumulada em 12 meses dos preços de produtos juninos em 1,60%, inferior aos 4,56% do Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M).

O levantamento que considerou 27 produtos alimentícios do IPC-M, demonstrou queda de 26,28% acumulada em 12 meses na batata-inglesa. O resultado contrasta com a alta de 42,16% em 2024. Os derivados do milho também tiveram baixa nos preços:

 

Já outros produtos alimentícios do IPC-M considerados na pesquisa da FGV demonstram uma alta acumulada nos preços em comparação ao ano passado. Confira as taxas dos produtos abaixo:

 

 

“Os números mostram que a cesta de produtos tipicamente consumidos nas festividades juninas está reduzindo seu ritmo de aceleração em 12 meses, desde o ano passado. Itens que estavam entre os vilões, hoje figuram entre as principais quedas: arroz, milho e derivados, batata-inglesa e batata-doce lideram as maiores quedas”, explica Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Dias complementa que a tendência é importante, visto que estes produtos estão presentes em diversas receitas do cardápio das festas.

Ele destaca que, normalmente, os efeitos climáticos desempenham um papel importante na dinâmica da produtividade das safras, influenciando os preços dos alimentos, principalmente dos produtos in natura. “As expectativas de safras robustas em diversas commodities agrícolas têm influenciado preços desde o 1º trimestre deste ano. À medida em que as projeções convergem para o volume esperado com dados positivos sobre levantamento de safra, os preços tendem a reagir de forma mais significativa ao cenário de maior oferta nos meses à frente”, destaca o pesquisador.

“Embora este ano a cesta tenha apresentado diversos produtos com altas intensas de preços em 12 meses, observa-se uma tendência de preços mais bem-comportados, com menor volatilidade ao longo desse ano, em contraste com o que ocorreu em 2023, quando chegou a registrar alta de quase 50% em 12 meses. Esse cenário é refletido na inflação da cesta junina com uma elevação próxima a 2%”, pondera Dias.

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