Mercado

Ambev, fundada pelos sócios da Americanas, tem lucro de R$ 14,8 bilhões em 2022

Cervejaria é controlada pela AB-Inbev, que tem a 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, como acionista

Cervejaria AmbevCervejaria Ambev - Foto: Divulgação

A Ambev, fundada pelo trio de acionistas Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, e sócios da Americanas, apresentou lucro líquido de R$ 14,8 bilhões em 2022, um crescimento de 13,5% em relação a 2021, segundo números divulgados pela companhia nesta quarta-feira (2). Maior cervejaria da América Latina, a Ambev é controlada pela AB-InBev, cervejaria que detém 26% do mercado global.

— Tivemos um ano de volumes recordes, com receita maior. Foi o décimo trimestre consecutivo de crescimento dos volumes vendidos - disse Jean Jereissatti, presidente da empresa durante conferência de resultados.

Apenas no quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 5 bilhões. No ano passado, a receita da empresa chegou a R$ 79,7 bilhões. A cervejaria está presente em 19 países, sendo que é líder de mercado em dez deles.

Os resultados da cervejaria reforça o caixa da 3G Capital, fundada pelos três sócios, acionista da AB-Inbev e também da Americanas.

Os três sócios vem sendo cobrados pelos bancos a fazer um aporte de pelo menos R$ 15 bilhões para salvar a Americanas, que entrou em recuperação judicial após a constatação de um rombo contábil de R$ 20 bilhões e dívidas de R$ 48 bilhões.

O trio vinha mostrando disposição de injetar R$ 6 bilhões na varejista, recursos considerados insuficientes pelos analistas para manter a operação. Mas segundo o colunista de O GLOBO, Lauro Jardim, já existe disposição de aportar pelo menos R$ 10 bilhões na Americanas.

No mercado, havia o receio de que Lemann, Sicupira e Telles exigiriam dividendos extraordinários da Ambev por causa do tombo na Americanas. Mas um relatório do banco Credit Suisse avaliou que o cenário é “altamente improvável, uma vez que o trio está vinculado a um acordo de acionistas (stichting) válido até 2034 e, portanto, sujeito a algumas restrições”.

Além disso, o banco suíço destacou que a Ambev vem passando por uma transformação cultural significativa após as mudanças na gestão em 2020, saindo do chamado “3G-Way”, mudando para um ecossistema saudável e sustentável pautado em consumidor-cliente-fornecedor.

“A AmBev pode ser vítima do trio 3G? Em primeiro lugar, a Ambev não tem exposição a operações de financiamento de fornecedores”, explicou o relatório do Credit Suisse, referindo-se às operaçõs de risco-sacado, em que bancos antecipam pagamento a fornecedores e que foi o centro dos problemas da Americanas.

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