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Amigo secreto aquece a economia

De acordo com a CNDL/SPC, troca de presentes entre mais de 66 milhões de pessoas injetará R$?7,5 bi

[1250] Comércio no feriado[1250] Comércio no feriado - Foto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco

A um dia da véspera do Natal, muitos brasileiros contam as horas para a troca de presentes de amigo secreto. A tradição é tão grande em torno desse momento, que deve fazer com que mais de 66 milhões de pessoas participem da brincadeira, proporcionando uma injeção de nada menos que R$7,5 bilhões na economia no período. A estimativa, feita após levantamento em todas as capitais pela CNDL/SPC Brasil, mostra que, neste ano, 42% dos consumidores que vão presentear no Natal devem aderir à brincadeira.

As principais motivações apontadas pelos entrevistados foram o fato de gostar desse tipo de celebração (59%) e considerar a brincadeira uma boa maneira de se economizar com presentes (36%). Há ainda aqueles que, apesar de entrar na brincadeira, sinalizaram não gostar desse tipo de comemoração: 12% disseram que participam para não serem vistos como antissociais.Praticamente metade (49%) dos entrevistados pretendem participar de apenas um evento e outros 39% de dois. Em média, os consumidores pretendem participar de quase dois eventos de amigo secreto.

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A maioria (72%) realizará a brincadeira entre os familiares, seguidos daqueles que farão o amigo secreto entre amigos (38%) e colegas de trabalho (29%). Em média, os consumidores ouvidos pretendem gastar R$ 67,70 com cada presente, sendo que 44% planejam desembolsar até R$ 50,00 - o que aumenta para 53% entre as mulheres e 49% nas classes C e D.

“O amigo secreto parece nunca sair de moda entre os brasileiros. É uma brincadeira democrática e uma ótima alternativa em tempos de orçamento apertado”, explica o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli. Aqueles que optaram por ficar de fora desse tipo de evento somam 40% dos entrevistados, ao passo que 17% ainda não decidiram.

Considerando os que não participarão desse tipo de confraternização, 48% garantem não gostar da brincadeira. Outros 35% disseram que parentes, amigos e colegas de trabalho não têm costume de fazer `Amigo Secreto e 17% alegam não ter dinheiro. Para esses últimos, o educador financeiro da Dsop, Arthur Lemos, indica um tipo uma alternativa que desde o ano passado coloca em prática onde trabalha - o amigo secreto sustentável.

“A ideia é reunir as pessoas que se conhecem bem e dizer para a pessoa que tirar que vai dá de presente algo que eu já tenho, que é legal e tem algum valor para mim. Seja um livro que me marcou, alguma peça que acho que essa pessoa pode gostar. Ou seja, é um amigo secreto que traz mais valor de sentido do que financeiro”, explica Lemos.

Afinal, o ato de trocar presentes no Natal ganha destaque mais pela reunião de pessoas que se gostam do que pelo valor do presente, não é?

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