Aplicativo para cadastro de informais deve ser disponibilizado nesta terça-feira (7)

O objetivo do aplicativo é que esse contingente “invisível” de trabalhadores fora do Cadastro Único seja identificado

Pedro GuimarãesPedro Guimarães - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sem que ao menos fossem divulgados o nome e em quais aparelhos podem ser baixados e muito menos o cronograma de pagamento, é esperado para hoje que o aplicativo para cadastrar os trabalhadores informais, MEI’s e contribuintes avulsos do INSS não incluídos até o dia 20 de março no Cadastro Único (CadÚnico) do governo Federal seja disponibilizado. Segundo o ministério da Cidadania, é por essa plataforma que será possível mapear a situação de cerca de 20 milhões de trabalhadores que por não estarem inclusos no CadÚnico, podem ficar sem ter acesso ao auxílio emergencial de R$600, pago pelo governo pelos próximos três meses.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o objetivo do aplicativo é que esse contingente “invisível” de trabalhadores fora do Cadastro Único seja identificado. A partir da identificação, os bancos públicos federais poderão realizar os pagamentos a quem tem o direito ao auxílio emergencial. “Somente no Cadastro Único, são 65 milhões de CPFs conhecidos, o que dá 28 milhões de famílias. Se pensarmos que fora desse universo temos entre 15 e 20 milhões de pessoas que não têm registro em nenhuma base de dados do governo, vemos o tamanho do esforço que estamos fazendo”, detalhou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, em coletiva sobre o tema na última sexta.

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Na ocasião, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que o banco será um dos federais a viabilizar o pagamento. Afinal, a instituição tem já tem em seu currículo a expertise de pagamento em grandes proporções, a exemplo do saque imediato do FGTS, que encerrou no fim do mês passado e contemplou um universo de 60 milhões de pessoas. “Além do aplicativo, haverá um site e uma central telefônica para o cadastro dos trabalhadores informais fora da base de dados do governo. O pagamento será feito em uma conta digital e gratuita, sem taxas para movimentação. Ainda segundo Guimarães, quem não tiver como acessar o aplicativo de pagamento receberá um TED para qualquer banco, também de graça. O saque poderá ser feito nos terminais de atendimento eletrônico, em lotéricas e nas agências dos bancos públicos federais.

Mesmo o Ministério da Cidadania e a Caixa Econômica Federal terem afirmado que os detalhamentos sobre cronograma de pagamento, aplicativo e canais de atendimento seriam divulgados ontem, nenhum, até o fechamento desta edição, deu detalhes sobre o tema. Questionado em coletiva do Ministério da Saúde na noite de ontem, o secretário executivo da Casa Civil, Sergio José Pereira, limitou-se a dizer que “o ministério da Cidadania e Caixa Econômica estão trabalhando nisso. Esperamos ter uma notícia em breve sobre o assunto”.

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