Após Natal fraco, lojas já começam a investir no Carnaval

Segundo a CDL, dezembro deve fechar com uma queda de 3,5%. Para lojistas, 2015 foi pior

Seminário está sendo realizado em rcoverde, no Sertão do Moxotó, nesta quinta (15).Seminário está sendo realizado em rcoverde, no Sertão do Moxotó, nesta quinta (15). - Foto: Hélia Scheppa/PSB

A passagem do Papai Noel pelo comércio do Centro do Recife foi um pouco atrapalhada este ano, já que o bom velhinho não conseguiu fazer o milagre de expansão das vendas. O resultado, como classificou uma vendedora na rua da Praia, não foi “lá essas coisas”, mas foi menos ruim que o Natal de 2015. Em busca de reação, muitos lojistas já estão abrindo alas para o Carnaval e começaram a decorar seus pontos com adereços a fim de chamar a atenção dos que passam.

Com a loja cheia de sombrinhas de frevo penduradas no teto, o gerente da loja situada na rua das Calçadas Jackson Nunes se contenta com as vendas que não foram tão ruins quanto as do ano passado. “Foi fraco. Mas começamos logo a nos preparar para o Carnaval e já tem gente procurando” anima-se, acrescentando que algumas máscaras até já acabaram no estoque.

Mais triste está a também gerente Lucilene Sobral. Ela confessa que - visto o momento ruim para as vendas durante todo o ano - não tinha grandes expectativas para o Natal. “Já estivemos melhores. Esse Natal, com certeza, não compôs um resultado positivo”, pontuou. O que restou dos produtos natalinos, ainda expostos nas grades em frente a loja, serão recolhidos em caixas e esperarão compradores só no ano que vem.

Esse descontentamento foi constatado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Recife (CDL). O presidente da entidade, Eduardo Catão, informou que a queda nas vendas de dezembro deverá chegar a 3,5% em comparação ao ano passado. “A data natalina foi afetada pelo ano que já não vinha bem”, explicou. O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) Rafael Ramos reforça: “Esse Natal não foi de recuperação”. Mas pontua que, comparado a gravidade que foi 2015, a queda representa uma desaceleração.

Ambulante

Quem não sentiu nada disso foi o vendedor ambulante Carlos Jorge Almeida. Ele, que veio da Paraíba atrás de emprego e teve a oportunidade de trabalhar vendendo calçados, conta que o resultado do Natal foi tão bom que agora está quase sem mercadoria. “Eu achei muito bom. Mas acredito que tenha sido por conta do nosso preço, pois temos sandálias de R$ 15 até R$ 35”, revela a tática.

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