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Após sinalizar desistência, Bolsonaro promete reforma administrativa para a próxima semana

O presidente declarou também que algumas categorias -como Polícia Federal, Forças Armadas e Receita -teriam "diferenciação", como a manutenção da estabilidade

Jair BolsonaroJair Bolsonaro - Foto: Carolina Antunes / PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (13) que a reforma administrativa não mexerá na estabilidade dos atuais servidores. Na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou ainda que o texto da proposta deve ser encaminhado ao Congresso na próxima semana.

"Está muito tranquila a reforma. Não será mexido nos direitos atuais dos servidores, inclusive a questão da estabilidade. Quem é servidor continua com a estabilidade sem problema nenhum", disse Bolsonaro. "As mudanças propostas ao Congresso valeriam para os futuros servidores", acrescentou.

O presidente declarou também que algumas categorias -como Polícia Federal, Forças Armadas e Receita -teriam "diferenciação", como a manutenção da estabilidade.

A reforma administrativa deverá alterar, por exemplo, o regime de contratação e planos de carreira do serviço público. Nesta semana, o governo passou a avaliar a desistência do envio de uma proposta própria ao Congresso.

A ideia, no entanto, foi recebida com contrariedade pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A proposta, que começou a ser discutida entre governo e congressistas, é o Executivo deixar de enviar uma  proposta de emenda à Constituição (PEC) de sua autoria e aproveitar matérias já em tramitação.

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A partir daí, seriam enviadas apenas sugestões ao Congresso. A equipe econômica ainda insiste em as medidas sejam enviadas pelo Executivo a deputados e senadores. A Folha apurou que a resistência está no núcleo político do Palácio do Planalto em razão das eleições.

Questionado nesta quinta, Bolsonaro afirmou que o Congresso tem autonomia. "[O Congresso] tem a primora, pode rejeitar o nosso, pegar o de alguém lá e melhorar. Pode tudo o Parlamento".

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