Argentinos de olho no mercado pernambucano

Empresários de alimentos e bebidas da Argentina vieram em missão comercial para o Recife em busca de novos negócios

Missão comercial da Argentina no Recife. Na foto: Javier Dufourquet, Flávia Vazquez e Alejandro LastraMissão comercial da Argentina no Recife. Na foto: Javier Dufourquet, Flávia Vazquez e Alejandro Lastra - Foto: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

Brasil e Argentina são grandes parceiros comerciais em setores como os de automóveis, papeis e soja. Mas os empresários argentinos querem ampliar os negócios de alimentos e bebidas, sobretudo no Nordeste brasileiro. Por isso, vieram em uma missão comercial para Pernambuco, com ajuda do Consulado da República Argentina no Recife. E a empreitada deu resultado: pelo menos três empresas estão voltando para casa com novos contratos.

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“Viemos aproximar as empresas argentinas de alimentos de potenciais clientes, como supermercados e distribuidora", contou a secretária de agroindústria da Argentina, Flávia Vazquez, explicando que "o Recife é um bom destino para fazer negócios, já que ainda tem poucos produtos argentinos nas suas gôndolas”. A produtora de alho American Garlic e a fabricante de amendoim Prodeman que o digam: as empresas conseguiram novos clientes pernambucanos na missão, que passou uma semana em Boa Viagem. Os vinhos da Domaine Bousquet também fizeram sucesso na missão e podem chegar ao Estado até o fim do ano.

Pernambuco tem um mercado potencial enorme e também é muito importante estrategicamente por conta do Porto de Suape e porque o nosso consulado do Recife atende outros sete estados do Nordeste”, lembrou o cônsul geral da Argentina no Recife, Alejandro Lastra.

É por isso que a missão também buscou melhores condições de exportação em Suape. Segundo o agregado agrícola da Embaixada da República Argentina no Brasil, Javier Dufourquet, taxas mais baratas estão sendo negociadas. E ele garante que, se a iniciativa se concretizar, os pernambucanos terão acesso a mais produtos e a produtos mais baratos da Argentina, como vinhos, queijos e chocolates. “Com uma via direta e melhores taxas de exportação, pode haver um barateamento dos nossos produtos”, garantiu Dufourquet.

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