Assespro pede liberação de garantia real

Federação que representa empresas de Tecnologia da Informação pede para que governos priorizem os contratos e tenham facilidade maior para conseguir empréstimos

Setor defende que medidas sejam tomadas para preservar principalmente as pequenas empresas do segmentoSetor defende que medidas sejam tomadas para preservar principalmente as pequenas empresas do segmento - Foto: Luke Garcia/Divulgação Stone

Com o agravamento da crise da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o setor de Tecnologia da Informação demonstra preocupação e sugere novas medidas para dar apoio as empresas do segmento. A Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), lançou um manifesto, com pleitos ao Governo Federal. Entre os pedidos, estão a exclusão da garantia real para empréstimos e o direcionamento de 2% de fundos nacionais para empresas de base tecnológica.

A Assespro representa mais de 2,5 mil empresas do setor e entre as propostas para a manutenção das empresas, estão a manutenção dos contratos de TI com os órgãos públicos e a rápida liberação do pagamento das dívidas com as empresas do setor. A entidade também defende a postergação da data de vencimento dos tributos de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS em 180 dias, sem incidência de multas, juros e correções.

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Além disso, a Federação tem como pleito para manter o emprego dos profissionais o pagamento de até R$ 2.500 por empregado, até três meses, e alternativa ou complementarmente; a liberação de crédito pré-aprovado pelos bancos públicos, com a retirada da necessidade de comprovação de “garantia real” para a concessão desses empréstimos, com a condição de vínculos comprováveis através da RAIS ou FGTS das empresas.

O presidente da Assespro Nacional, Italo Nogueira, o setor da tecnologia é importante para que ele auxilie na busca de ferramentas no combate ao coronavírus. “Nosso setor é crucial para estratégia, na manutenção de serviços, no que vai chegar ao cidadão. A gente sinaliza algumas preocupações que primeiro será de salvar vidas, usar tecnologia de maneira intensa, mas temos como pontos manter empregos e empresas. A garantia de dois salários mínimos já é uma ajuda para pensar na manutenção dos empregos e nós pedimos para que órgãos públicos ajudem no pagamento de contratos em atraso e que mantenham e isso vai ajudar muito na manutenção”, disse.

Italo afirma ainda que o momento pode ser importante a ajudar empresas no processo de transformação digital, mas para isso elas precisam de uma garantia para poder atuar. “O setor de TI é transversal, ajuda qualquer indústria, a mensagem é depois disso vai ter que usar mais, o foco é na transformação digital completa dos negócios, aproveitar o momento para setores mudarem. Pedimos nesse momento a necessidade de garantia real, obviamente que as empresas precisam estar adimplentes, mas precisamos de linha de crédito que não precise de garantia real, se a gente tirar isso, com juros baixos, conseguir com que o dinheiro chegue sem ser pelos bancos tradicionais”, destacou.

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