Aumento da conta de luz será definido nesta terça

Aneel informará o percentual a ser cobrado pela Celpe. Expectativa é de reajuste de 2,35% para residências

A nova tarifa de energia entra em vigor no próximo dia 29A nova tarifa de energia entra em vigor no próximo dia 29 - Foto: Flávio Japa/Arquivo Folha

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define nesta terça-feira (15) o novo percentual a ser cobrado dos consumidores da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Apesar de a sinalização da Agência reguladora ser de um aumento 2,35% para os clientes residenciais, o índice final pode flutuar para mais ou para menos e começa a incidir na conta de luz a partir do próximo dia 29.

Entretanto, se aprovada, a quarta revisão tarifária da distribuidora terá um impacto menor no bolso dos clientes na comparação com o ano passado, quando o reajuste foi de 11,66%.
De acordo com a Aneel, também consta na pauta da reunião a análise do percentual que definirá também os correspondentes limites dos indicadores de continuidade de Duração Equivalente de Interrupção (DEC) - ou seja, o tempo que determinada unidade consumidora ficou sem energia elétrica - e de Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) - o número de vezes que uma unidade consumidora ficou sem eletricidade -, para o período de 2018 a 2021.

O relator será o diretor da Aneel, André Pepitone da Nóbrega. Diferentemente do reajuste tarifário anual, em que os custos referenciais da concessionária são apenas atualizados pelo IGP-M, a revisão tarifária tem como objetivo analisar, após o período de quatro anos, a receita tarifária que permite o equilíbrio econômico-financeiro da atividade da concessionária.

O cálculo dessa revisão considera a receita necessária para cobertura dos custos operacionais eficientes e a remuneração adequada sobre os investimentos realizados com prudência.
O diretor da Thymos Energia, Ricardo Savoia, disse à reportagem que o modelo da revisão, normalmente, contribui para o possível arrefecimento da tarifa. “Eles buscam o equilíbrio econômico-financeiro da empresa e não levam em consideração os custos com a compra de energia, transmissão e tributos”, explicou. Aliado a isto, este ano, as empresas se sentiram menos pressionadas pelos fatores externos, o que deve contribuir para um percentual ameno ao bolso do consumidor.
Por se tratar de uma revisão tarifária, a Aneel precisou realizar audiência pública antes de deliberar o índice. Em Recife, o encontro aconteceu dia 8 de março na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Na ocasião, o presidente da instituição, Ricardo Essinger, criticou os frequentes aumentos para os industriais e defendeu a criação de um marco regulatório para o setor elétrico na tentativa de, no futuro, o ambiente de negócios no País se manter estável e atrair grandes investimentos. Para as indústrias, a proposta é de uma queda de 1,28%.

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