Azul desiste de oferta pela Avianca e acusa concorrentes de protecionismo

A Azul havia firmado em março um acordo não vinculante no valor de US$ 105 milhões (R$ 412,72 no câmbio atual) para comprar ativos da Avianca

Avianca deve cancelar quase 2 mil voos até o dia 28 de abril. Avianca deve cancelar quase 2 mil voos até o dia 28 de abril.  - Foto: Arquivo/ABr

A Azul afirmou nesta quinta-feira (18) ter desistido da oferta de compra de parte das operações da Avianca Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, John Rodgerson, que também acusou suas concorrentes - Gol e Latam - de agirem para evitar concorrência da ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo.

No Palácio dos Bandeirantes, Rodgerson disse a jornalistas que a oferta por ativos da Avianca não está é mais válida, uma vez que os credores da companhia aprovaram outro plano de recuperação judicial. O executivo também anunciou operações em novas rotas, nas cidades de Araraquara e Guarujá, ambas em São Paulo.

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A Azul havia firmado em março um acordo não vinculante no valor de US$ 105 milhões (R$ 412,72 no câmbio atual) para comprar ativos da Avianca, como contratos de leasing de seus aviões e slots (autorizações de pousos e decolagens) em aeroportos.

Rodgerson lamentou a atitude de seus concorrentes e afirmou que o prejudicado será o consumidor.

Ainda neste mês, Latam e Gol anunciaram ofertas de pelo menos US$ 70 milhões (R$ 274,55 milhões) pelos ativos da Avianca Brasil. A empresa, quarta maior do ramo no país, pediu recuperação judicial em dezembro do ano passado e tem cancelado voos há cerca de uma semana

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