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Aviação

Azul desvaloriza na Bolsa após propor mudança em ações

Empresa aérea passa por Chapter 11 nos Estados Unidos, processo semelhante à recuperação judicial

Aeroporto Avião AzulAeroporto Avião Azul - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Os papéis da Azul desvalorizavam na B3 nesta segunda-feira após a empresa aérea informar a convocação de uma assembleia geral extraordinária para discutir o grupamento de ações da companhia na proporção de 75 para uma, sem mudança no valor do capital social da Companhia.

Em Chapter 11 nos Estados Unidos desde o fim de maio do ano passado, processo semelhante a uma recuperação judicial, o objetivo da operação anunciada na sexta-feira é “reduzir o número de ações” para a “adequação aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundário”, disse a Azul em comunicado.

Hoje, as ações da empresa são negociadas em lote de um milhão de ações sob o ticker “AZUL53”. Aos R$ 10,81, valor negociado na tarde desta segunda-feira (queda de 4%), significa dizer que, cada ação da companhia valia R$ 0,00001081. Mil ações valem um centavo.

Ao fim do grupamento, diz a Azul, é esperado que a companhia passe a ter 9,25 trilhões de ações, ante 693,9 trilhões existentes atualmente. O capital social seguirá o atual, de R$ 16,76 bilhões.

Na mesma assembleia, a Azul vai propor a destituição do atual Conselho de administração para a eleição de um novo colegiado, com sete participantes. Atualmente, o Conselho tem nove participantes.

A reestruturação objetiva reduzir a dívida financiada da empresa e assegurar recursos de liquidez imediata, prevendo ainda a emissão de novas ações", diz trecho do documento.

As ações da companhia passam por forte volatilidade neste mês. Em 8 de janeiro, a Azul informou que concluiu uma operação de captação de R$ 7,4 bilhões como parte de sua reestruturação financeira nos EUA. Para viabilizar a operação, o conselho de administração aprovou um aumento de capital com a emissão de 723,9 bilhões de novas ações ordinárias e 723,9 bilhões de ações preferenciais.

No dia do anúncio, as ações caíram 90% e, no dia seguinte, chegaram a se valorizar em 160%.

Em dezembro, a Azul conseguiu uma autorização para captar até US$ 950 milhões em novos investimentos. Parte desse valor foi garantido pela United e American Airlines, que investiu, cada uma delas, US$ 100 milhões. Após a saída do Chapter 11, as aéreas americanas vão deter 8,5% de participação na Azul, cada.

(com Bloomberg News)

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