Banco do Nordeste foca no FNE e no microcrédito

A meta do Banco do Nordeste é se tornar a maior instituição de desenvolvimento do País. Programação para este ano prevê o reforço das operações com micro, pequenas e médias empresas de toda a Região

Romildo Rolim, presidente do Banco do NordesteRomildo Rolim, presidente do Banco do Nordeste - Foto: Ed Machado/ Folha de Pernambuco

Após obter um lucro líquido de R$ 725,5 milhões em 2018, alta de 6,4% em relação ao exercício anterior, quando foram registrados R$ 681,7 milhões, o Banco do Nordeste planeja se tornar a maior instituição de desenvolvimento do País. De acordo com o presidente do BNB, Romildo Rolim, para atingir o objetivo, pretende reforçar sua atuação ainda mais para as micro, pequenas e médias empresas da região, através dos programas de microcrédito e das aplicações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

“Temos no nosso mandato direcionamentos estratégicos que têm como grande foco fazer o FNE cada vez melhor e conseguir aplicá-lo em todos os segmentos produtivos (agronegócio, indústria, comércio, serviços e estudantes). Nossa meta é atingir desde o pequeno produtor rural até grandes empresas com esses recursos”, comenta Romildo Rolim.

Segundo ele, dos R$ 43,6 bilhões aplicados em 2018, a maior parte, R$ 32,7 bilhões, teve como fonte o FNE. “Todos os 1.990 municípios da área de atuação do BNB receberam recursos do FNE. Ao todo, foram contratadas quase 5 milhões de operações de crédito no exercício, 64,8% a mais que em 2017”, reforça Romildo Rolim.

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Ainda segundo o presidente do BNB, outro ponto para atingir a meta é por meio do microcrédito do banco, seja pelo urbano - o Crediamigo - ou pelo rural - a Agroamigo. A depender dos números de 2018, a meta de Rolim será facilmente cumprida. Afinal, apenas no microcrédito o banco aplicou R$ 8,95 bilhões, em 4,24 milhões de operações.

Já no microcrédito rural, o Agroamigo investiu R$ 2,5 bilhões em, aproximadamente, 506,8 mil operações para produtores rurais. “O nosso programa de microcrédito já é o maior do Brasil, com 60% do microcrédito do País sendo financiado pelo BNB. Já somos líderes e queremos nos consolidar ainda mais à frente dessa liderança do País”, comenta Rolim.

Ele explica que o crescimento das operações de microcrédito no Brasil, em especial no Nordeste, está relacionado ao perfil empreendedor dos brasileiros. “Costumo dizer que o número de desempregados pode até ser de milhões, mas os desempregados são empreendedores e esses empreendedores têm atividades que precisam de suporte e de crédito. E é cumprindo essa função de desenvolvimento social, que é ser o agente financeiro do pequeno empreendedor da região, que o Banco do Nordeste atua e por isso é líder em seu segmento de atuação”, conclui o presidente do banco federal.

Sudene

Romildo Rolim participa hoje da 25ª reunião do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que contará com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), em sua primeira viagem ao Nordeste após assumir o Governo Federal (leia mais em Política). Durante a reunião, será avaliado o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) - um instrumento de redução das desigualdades regionais, que e apresenta programas, projetos e ações necessários para atingir objetivos e metas econômicas e sociais do Nordeste.

O Condel é um órgão de articulação e decisões sobre as diretrizes e prioridades para o desenvolvimento da área de atuação do Banco do Nordeste, operador exclusivo do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). No evento, será apresentado o Relatório de resultados e Impactos do Fundo.

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