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Banco do Nordeste obtém lucro líquido de R$ 1,73 bilhão

Em 2019, investimentos na região somaram R$ 42,16 bilhões para 5,3 milhões de operações

Romildo Rolim, presidente do BNBRomildo Rolim, presidente do BNB - Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

O Banco do Nordeste obteve, em 2019, lucro líquido de R$ 1,73 bilhão, correspondente a crescimento de 135,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e evolução de 93,3% no resultado operacional, alcançando R$ 2,44 bilhões. Foram 5,3 milhões de operações de crédito, que cresceram 6,5% em comparação com 2018, no valor global de R$ 42,16 bilhões investidos na economia regional.

Em Pernambuco, o BNB aplicou R$ 3,3 bilhões, distribuídos em 359,8 mil operações. Com recursos do FNE, o Estado alcançou R$ 2,5 bilhões em 64,1 mil contratações.

Do volume de recursos aplicados, R$ 29,56 bilhões são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), somando 565 mil operações, sendo que R$ 23,67 bilhões destinaram-se a municípios de baixa e média rendas, considerados regiões prioritárias. O FNE é o principal funding do BNB. Com esses recursos, foram aplicados R$ 18,25 bilhões nos setores rural, industrial, agroindustrial, de turismo e de comércio e serviços, enquanto a infraestrutura somou R$ 11,22 bilhões contratados.

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Conforme ressalta o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, os números refletem, antes de tudo, o compromisso da instituição em implementar políticas e programas do Governo Federal voltados para o desenvolvimento e o empreendedorismo regional do Nordeste. “É isso que impacta diretamente na vida das pessoas, na medida em que o crédito fortalece as empresas, cria empregos e gera renda”, afirma Rolim, ao informar que, para 2020, a aplicação de recursos constitucionais já está prevista em R$ 29,30 bilhões.

Microcrédito
  
No segmento de microfinanças, o BNB manteve, em 2019, a liderança no país. No total, foram aplicados R$ 13,11 bilhões. Somente no Crediamigo, maior programa de microcrédito produtivo e orientado da América do Sul, voltado para micro empreendedores urbanos, foram R$ 10,60 bilhões relativos a 4,5 milhões de operações, crescimento de 18% em comparação a 2018. Já no Agroamigo, destinado a agricultores familiares, as aplicações somaram R$ 2,51 bilhões distribuídos em 495 mil contratações.

Os financiamentos às micro e pequenas empresas totalizaram, em 2019, R$ 3,63 bilhões correspondentes a 43,6 mil operações, apresentando crescimento de 24,8%. O setor de Comércio, considerando apenas os recursos do FNE contratados no segmento, assumiu a liderança, com aplicações totais de R$ 1,90 bilhão (55,1%).

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