Banco Mundial pede prudência a Trump

Trump anunciou nesta quinta que vai encontrar produtores de aço americanos e se comprometeu a mostrar "grande flexibilidade e cooperação com amigos verdadeiros"

Diretora do Banco Mundial, Kristalina GeorgievaDiretora do Banco Mundial, Kristalina Georgieva - Foto: Friends of Europe

A diretora do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, advertiu nesta quinta-feira (08) o presidente americano Donald Trump contra uma guerra comercial e aconselhou-o a "avaliar cuidadosamente as consequências de sua decisão" de taxar as importações de aço e alumínio.

"Se você toma uma decisão, deve avaliar as consequências e depois informar sobre essas consequências", declarou durante uma entrevista coletiva em Bruxelas ao lado do vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen.

"As guerras comerciais não têm vencedor", advertiu Katainen, lembrando as "centenas de milhares de empregos perdidos nos Estados Unidos" quando o presidente George W. Bush impôs impostos sobre as importações de aço.

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"Quando o comércio encolhe, tem consequências para as pessoas mais pobres nos países ricos", alertou. "Os bens estão se tornando mais caros e isso tem um impacto nos orçamentos dos mais pobres", ressaltou.

"Nós não sabemos se o presidente Donald Trump vai assinar e ainda há alguma esperança de que não assine o que anunciou em sua conta no Twitter", disse Katainen. "É muito preocupante que o presidente Trump esteja tentando resolver o problema do déficit comercial erguendo barreiras alfandegárias. A história mostra que esse remédio não funciona", lamentou.

Trump anunciou nesta quinta que vai encontrar produtores de aço americanos e se comprometeu a mostrar "grande flexibilidade e cooperação com amigos verdadeiros que nos tratam justamente". O presidente republicano anunciou há uma semana sua intenção de impor 25% de taxas sobre as importações de aço e 10% sobre o alumínio.

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