Bancos têm movimentação intensa no Recife nesta terça-feira

Quinto dia útil de abril teve filas do lado de fora. No Centro da cidade, clientes denunciam demora e aglomerações para entrar em agência da Caixa, que reduziu horário diante do combate ao coronavírus.

Clientes se aglomeravam em frente à Caixa do Bairro do Recife nesta terça-feira (7)Clientes se aglomeravam em frente à Caixa do Bairro do Recife nesta terça-feira (7) - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

No quinto dia útil do mês, a movimentação foi grande nos bancos na capital pernambucana. Nesta terça-feira (7), o Portal FolhaPE passou por duas agências do Bairro do Recife e constatou filas do lado de fora. Em uma delas, os clientes reclamavam da demora para entrar e de que não era respeitada a distância de um metro entre as pessoas, causando aglomerações. Por causa das medidas restritivas para o combate ao novo coronavírus, foram reduzidos horários de atendimento e adotadas ações para controle de circulação dentro dos prédios bancários.

Na avenida Marquês de Olinda, havia fila na porta da agência do Bradesco. No chão, foram coladas linhas amarelas para determinar onde cada cliente deveria permanecer, guardando a distância de um metro para a outra pessoa. Também havia dois fiscais controlando o fluxo, já que só era permitida a entrada de um cliente por vez.

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Já na agência da Caixa, na mesma avenida, a situação era complicada. A fila se estendia pela calçada, chegando até a esquina com a rua Mariz e Barros. Aguardando a entrada para retirar o seguro-desemprego, Cristiano Santana, 45 anos, disse que passou 1h40 na espera. “Para entrar, está difícil. Tinha um senhor que estava orientando [sobre a distância], mas o pessoal fica muito agoniado para entrar e resolver um problema rápido. Se o banco fecha às 14h, vai dar tempo de atender?”, questionou.

O auxiliar de operações Jerônimo Freitas, 45, veio com a sogra para resolver um problema com o cartão dela. Eles passaram 1h30 na fila. “Está uma aglomeração muito grande, um perto do outro. Alguns estão respeitando [a distância], outros, não. Eu fico preocupado porque um vírus desses não é brincadeira”, afirmou. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa, mas, até a publicação deste texto, não obteve resposta.

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