Seg, 09 de Março

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INVESTIGAÇÃO

BC decreta liquidação da Reag, suspeita de fraudes envolvendo o Banco Master

A operação da PF apura a atuação de um grupo suspeito de usar instituições do sistema financeiro para movimentar recursos ligados ao setor de combustíveis e a organizações criminosas

Operação Carbono Oculto na sede da Reag Investimentos, em SPOperação Carbono Oculto na sede da Reag Investimentos, em SP - Foto: Miguel Schincariol / AFP

O Banco Central decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da Reag. A instituição é ligada ao empresário João Carlos Mansur, que foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A operação da PF apura a atuação de um grupo suspeito de usar instituições do sistema financeiro para movimentar recursos ligados ao setor de combustíveis e a organizações criminosas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, as estruturas financeiras teriam sido utilizadas para ocultar e lavar dinheiro de origem ilícita.

João Carlos Mansur foi um dos alvos da nova etapa da investigação, realizada na quarta-feira. O inquérito tem como foco principal irregularidades cometidas no âmbito do Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

A decisão do BC foi formalizada por meio de ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. O documento aponta o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de violações relevantes às normas que regem o funcionamento das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

"A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN", disse o BC em nota.

O Banco Central nomeou como liquidante Antonio Pereira de Souza, da APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda., que terá amplos poderes para administrar e conduzir o processo de encerramento das atividades da instituição. Conforme prevê a legislação, os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis durante a liquidação.

O BC ainda informou que continuará adotando “todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades”, o que pode resultar na aplicação de sanções administrativas e no envio de informações a outras autoridades competentes, conforme previsto em lei.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, medida que visa preservar recursos para eventual ressarcimento de credores.

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