BC quer reduzir custo do crédito

“Estamos procurando a redução estrutural e sustentável do custo de crédito. Estrutural para serem medidas que de fato levam à queda do custo.

Goldfajn disse que ideia é adotar medidas estruturaisGoldfajn disse que ideia é adotar medidas estruturais - Foto: José Cruz/abr

 

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse na última terça-feira (7) que o Governo quer reduzir o custo do crédito, no médio e longo prazo, de forma estrutural e sustentável. Goldfajn participou do Painel Projeto Spread Bancário, no BC em Brasília, para discutir sobre o atual custo do crédito no País. “Estamos procurando a redução estrutural e sustentável do custo de crédito. Estrutural para serem medidas que de fato levam à queda do custo. E sustentável porque não queremos mais experimentos voluntaristas que levam à queda e depois, a gente sabe, volta”, disse.
Goldfajn afirmou que a redução do spread (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes nos empréstimos) faz parte das reformas microeconômicas do Governo para aumentar a eficiência e produtividade da economia. Ele acrescentou que há atualmente no BC um grupo de trabalho para debater o assunto e, assim que as medidas estiverem “minimamente maduras”, serão anunciadas.
O presidente do BC informou que o spread médio do período de 2011 a 2016 era composto por 53,5% de inadimplência, 23,8% de lucros, 5,1% de custos administrativos, 15,8% de impostos diretos e 1,8% de compulsórios e encargos fiscais.
Goldfajn enfatizou que quando a garantia do empréstimo é melhor, o spread fica menor.

Ele citou como exemplo o crédito consigna­do, que tem spread me­nor, de­vido à garantia de que as parcelas dos empréstimos são pagas, já que são descontadas em folha de pagamento. Por is­so, o presidente do BC defen­deu que as medidas relacionadas ao spread têm que trazer mais segurança ao sistema.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o Governo está envolvido em uma série de medidas para aumentar a produtividade e o crescimento.

 

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